A pergunta que Jesus dirigiu aos seus discípulos «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?», não serviu senão para os preparar para a pergunta seguinte: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Simão arriscou uma resposta, não em nome do grupo, mas pessoal, porque o intuiu firmemente no seu coração: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Portanto, muito mais do que João Baptista, Elias, Jeremias ou algum dos profetas.
Pedro, que significa pedra, continuará a ser um pequeno seixo, tantas vezes movido facilmente pela força das águas do rio. Mas é, ao mesmo tempo, pela sua profissão de fé, rocha firme, sobre a qual Jesus edifica a sua Igreja.
A pergunta continua hoje a ser-nos dirigida, mas o que quer que se diga em resposta, por verdade que seja, estará sempre aquém da realidade divina.
Ainda assim, tal como Pedro, intuímos algo que nos atrai e abre a Deus e, mais do que saber coisas acerca de Jesus, nos leva a querer estar com Ele, a seguir os seus passos, a imitar a sua ternura, a subir ao monte com Ele para orar.
Em “A Papoila e o Monge”, o Cardeal Tolentino Mendonça, escreve: «A tua sede peregrino / não se aplaca na água / mas pela pedra».
O Evangelho de hoje termina com o silêncio pedido por Jesus aos seus discípulos, para que cada pessoa humana possa descobrir no seu coração quem é Jesus para si…
«E vós, quem dizeis que Eu sou?».