Religioso da Província dos Capuchinhos da Catalunha, nasceu na povoação de Sol­sona, dis­trito de Lérida, em 12 de Junho de 1890. Vestiu o hábito capuchinho no Convento de Arenys de Mar em 2 de Agosto de 1905, aí fez a profissão temporária em 3 de Agosto do ano seguinte, a profissão perpétua no Convento de Olot em 12 de Agosto de 1909 e recebeu a orde­nação sacerdotal em Barcelona a 21 de Dezembro de 1912.

Após ter sido ordenado sacerdote, mesmo sem ter terminado o curso de Teologia, foi desti­nado para a Missão das Filipinas. Aí trabalhou abnegadamente como missionário até 1915. Nessa altu­ra, esta Missão foi confiada à Província dos Capuchinhos de Na­varra e o Frei Salva­dor transitou para a Missão da América Cen­tral, concretamente Manágua e Panamá onde per­maneceu até 1918. Regressou nesse ano à sua Província e foi então nomeado biblio­te­cário, pri­meiro do Convento de Sarriá e, poucos meses de­pois, do Convento de Ajuda em Barcelona.

Com saudades da vida e actividade missionárias, em 1923 par­tiu de novo para a Amé­rica Central, ficando a residir em Colón. Porém, esta sua segunda experiência missionária du­raria pouco tempo, já que, por motivo de doença, em 1924 se viu forçado a voltar para a Ca­talunha. Passou então a viver na Casa de Valvidre­ra em Barcelona. Em 1933 foi nomeado Guardião do Convento de Malhorca e, três anos depois, reconduzido nesse mesmo cargo.

Entretanto, em 1936 eclodiu a Guerra Civil espanhola e o Frei Salvador teve que dei­xar a Catalunha e buscar refúgio em Mon­t­pelier e Marselha, na França, e, mais tarde, em San Remo e Gé­nova, na Itália. Mas, ainda antes de terminar a Guerra Civil espa­nhola, conseguiu voltar para o seu Convento de Malhorca. Em 1939 confiaram-lhe o cargo de Ecónomo pro­vincial e passou a vi­ver no Convento de Pompeia, em Barcelona.

Convidado e animado pelo então Comissário Geral, Frei Dami­ão de Ódena, originário da sua mesma Província, a vir trabalhar na implantação da Ordem Capuchinha em Portugal, aqui che­gou efectivamente em 11 de Outubro de 1943, com 57 anos de idade. Esteve primeiro em Mér­tola, mas depois foi destinado à nossa pe­quena Fraternidade de Beja. Aí exerceu du­rante vários anos, com proficiência e grande zelo pastoral, o cargo de pároco do Salvador, sendo muito que­rido e admirado pelos seus paroquianos e pelo clero da diocese.

Além do múnus de pároco, o Frei Salvador foi também Guar­dião da nossa Fraternida­de de Beja, de princípios de 1945 a fins de 1950 e desde 1953 até se retirar definitivamente para a sua Provín­cia.

Teve isto lugar em 8 de Junho de 1954, onze anos depois de ter chegado a Portugal. Em 1950 tinha ido a Roma com uma peregri­nação e, no regresso, adoeceu gravemente em Barcelona onde fi­cou quase um ano paralisado. Melhorada a sua saúde, voltou para Beja. Mas continuando a sentir-se fisicamente muito débil, acabou por regressar à sua querida Catalu­nha. Esteve então a residir no Convento de Arenys de Mar como instrutor dos irmãos não clé­ri­gos. Daqui transitou para o de Palma de Malhorca e, em 1962, para o Convento de Sarriá.

Aqui veio a falecer em 27 de Outubro de 1962. Contava 72 anos de idade, 56 de vida religio­sa e 50 de sacerdócio.