"A oração do humilde"

 

LEITURAS:

1ª: Sir 35,15b-17.20-22a. Salmo 34/33,2-3.17-18.19.23 R/ O pobre clamou e o Senhor ouviu a sua voz. 2ª: 2 Tm 4,6-8.16-18. Evº: Lc 18,9-14. II Sem do Saltério

 

UMA IDEIA

A oração, de novo em destaque (cf. domingo anterior), agora sob a capa da humildade: «a oração do humilde atravessa as nuvens» (1ª), chega ao coração de Deus. Sabendo isto, às vezes somos tentados a tomar o lugar de Deus, a fazer juízos sobre as atitudes dos outros, a medir o mérito pessoal, a avaliar a qualidade da oração e da vida cristã, nossa e dos outros. Os textos deste domingo alertam: só Deus é «justo juiz» (2ª), «um juiz que não faz aceção de pessoas» (1ª). Ele «está perto dos que têm o coração atribulado e salva os de ânimo abatido» (salmo). Ao contrário, não acolhe os «que se consideravam justos e desprezavam os outros». A conclusão é clara: «porque todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado» (evangelho). E eu, como me apresento diante de Deus e dos outros?

 

UM SENTIMENTO

O momento penitencial da eucaristia ajuda a adotar a postura humilde: debruçando-nos sobre a nossa vida sem fingimentos; e abrindo com confiança o coração à misericórdia divina. «É possível rezar com arrogância? Não! Com hipocrisia? Não! Só devemos orar pondo-nos diante de Deus tais como somos. […] Vivemos todos arrebatados pelo delírio do ritmo diário, muitas vezes à mercê de sensações, atordoados, confusos. É preciso aprender a encontrar o caminho do nosso coração, recuperar o valor da intimidade e do silêncio, pois é ali que Deus nos encontra e nos fala. […] Diante de um coração humilde, Deus abre totalmente o seu Coração» (Francisco, Audiência geral de 1 de junho de 2016).

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