"Segue-me"

 

LEITURAS:

1ª: 1 Rs 19,16b.19-21. Salmo 16/15,1-2a.5.7-8.9-10.11. R/ O Senhor é a minha herança. 2ª: Gl 5, 1.13-18. Evº: Lc 9,51-62. I Semana do Saltério.

 

UMA IDEIA

Jesus Cristo, no relato segundo Lucas, inicia o caminho em direção a Jerusalém, lugar onde acontecerá a sua morte e ressurreição. Somos convidados a segui-lo. E a palavra de Deus interpela-nos sobre as nossas hesitações. Ora, o chamamento à missão não tolera o «Sim, mas…»! Em resposta a Elias, que o consagrou, Eliseu «levantou-se e seguiu Elias» (1ª). Jesus Cristo espera de nós a mesma radicalidade, mas imediata: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus» (evangelho). Não é para nos lançar no desconhecido ou para andar à deriva, mas para aprendermos a acolher o Espírito Santo, com total confiança: «Deixai-vos conduzir pelo Espírito» (2ª). Ele mostra-nos «os caminhos da vida» (salmo) que somos convidados a percorrer com Jesus Cristo.

 

UM SENTIMENTO

Eliseu, chamado ao profetismo, pede para se despedir da família, e é-lhe concedido (1ª); a outro, a quem diz «Segue-Me», Jesus Cristo não o permitiu: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus» (evangelho). A referência ao arado faz eco do trabalho de Eliseu aquando do encontro com Elias. A ligação entre os dois textos lembra que a radicalidade Jesus Cristo é (ainda) mais exigente. «O que realizámos […] não pode justificar uma sensação de saciedade nem induzir-nos a uma atitude de relaxamento. […] O próprio Jesus nos adverte […]. Na causa do Reino, não há tempo para olhar para trás, menos ainda para dar-se à preguiça. Há muito trabalho à nossa espera» (NMI 15).

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