"Jorrará uma nascente"

 

LEITURAS:

1ª: Zc 12,10-11; 13,1. Salmo 63/62,2-6.8-9. R/ A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.2ª: Gl 3, 26-29. Evº: Lc 9,18-24. IV Semana do Saltério.

 

UMA IDEIA

Em cada domingo, em cada encontro com o Ressuscitado, é-nos sempre colocada a questão fundamental da fé. Como estou a viver a fé que recebi pelo batismo? Que testemunho dou da unidade própria dos batizados? «Todos vós sois um só em Cristo Jesus» (2ª). Essa nascente de água, que me purificou, continua presente na minha maneira de viver? «Jorrará uma nascente [...], a fim de lavar o pecado e a impureza» (1ª). E, finalmente, que resposta dou a Jesus Cristo quando Ele nos interroga: «Quem dizeis que Eu sou?» (evangelho). Nele, somos salvos pela fé e pelo batismo. Mas é necessário renovar sempre esta relação, não apenas como uma afirmação, mas como um ato de amor e de ação de graças: «Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro. / A minha alma tem sede de Vós» (salmo).

 

UM SENTIMENTO

O livro de Zacarias anuncia aquele «a quem trespassaram» e que, com a sua morte, inaugura uma nova ação purificadora. Com ele, através do seu sofrimento, «jorrará uma nascente [...], a fim de lavar o pecado e a impureza» (1ª). Os escritores do Novo Testamento entenderam claramente que este «a quem trespassaram» só pode ser Jesus Cristo. Há também uma ligação com o «Servo de Deus» descrito pelo profeta Isaías: um servo humilde, sofredor, maltratado, a quem é infligida uma morte violenta. Hoje, seguindo a tradição cristã, percebemos no oráculo de Zacarias uma prefiguração de Jesus Cristo. Essa nascente de água, que me purificou, continua presente na minha maneira de viver?