No dia 7 de Setembro realizou-se, pela vigésima terceira vez consecutiva, o encontro anual dos Antigos Alunos Capuchinhos. Como tem acontecido nestes últimos anos, o lugar escolhido foi o Centro Bíblico e Casa de Alojamento dos Capuchinhos, em Fátima.

Os cerca de 60 participantes começaram a chegar a partir das 10h00. Feito o acolhimento pela equipa organizadora, ficavam em amena conversação recordando com saudade experiências vividas em tempos idos mas não esquecidos.

Às 12h00 deu-se início à celebração da Eucaristia, presidida pelo Ministro Provincial, Fr. Fernando Alberto Pedrosa Cabecinhas, ladeado pelo Fr. António Pojeira Dias e pelo Fr. José Joaquim Lopes da Silva Morgado. Na Assembleia, que enchia por completo a capela do Centro Bíblico, encontravam-se também o Fr. Luís Manuel Novais Leitão e o pós-noviço Fr. William dos Anjos Pereira Widiastara. Os cânticos foram acompanhados ao órgão pelo António Colaço. Na homilia, o Ministro Provincial recordou que a vivência da fé, ao jeito de Francisco de Assis, é a melhor herança que os tempos de formação junto dos Capuchinhos deveria ter deixado, e que o apelo à santidade que as leituras do dia fazem, enquanto vocação comum de todos os discípulos-missionários de Jesus, vivida nos diversos caminhos específicos de vocação e missão, continua à espera da resposta de cada um dos presentes e de todos os que constituem a Associação dos Antigos Alunos Capuchinhos. O Ministro Provincial lembrou ainda o contexto da recente celebração dos 50 anos de criação da Província Portuguesa dos Capuchinhos, que dizem respeito aos tempos protagonizados por muitos dos presentes, e o Ano Missionário, prestes a encerrar com a celebração do Mês Missionário Extraordinário pedido pelo Papa Francisco, e que nos deve comprometer a “todos, tudo e sempre em missão”.

O programa continuou com um recheado almoço e um animado convívio na sala de refeições da Casa de Alojamento, onde não faltou também, em forma de sorteio, a partilha de vinhos, doces caseiros, livros, peças artistas e outras coisas produzidas e oferecidas por antigos alunos. No almoço, é de registar a apreciada presença de todos os irmãos capuchinhos da fraternidade de Fátima, incluindo a do Dom Fr. Joaquim Ferreira Lopes, bispo emérito de Viana, Angola.

Pelas 15h30 seguiu-se um breve momento de encontro no Cenáculo do Jardim Bíblico. O António Joaquim de Oliveira e Silva, que tem coordenado a organização dos encontros dos últimos anos, deabafou a dificuldade que sente em reunir um maior número de antigos alunos e aproveitou o momento para passar a responsabilidade da coordenação ao seu imediato colaborador Arménio Rosa Medeiros. Embora surpreendido, o Arménio aceitou a responsabilidade de coordenar os próximos encontros. Alguém dos presentes incentivou a não se deixar desmotivar pelas dificuldades, tanto mais que daqui a dois anos se celebrará o vigésimo quinto destes encontros. Também o Fr. António Pojeira Dias, iniciador destes encontros, animou os presentes a não deixar morrer a ideia e também a irradiar, nos lugares onde cada um se encontra, o espírito franciscano recebido nos tempos de Seminário. Incentivou também a equipa organizadora do próximo encontro a estudar a possibilidade de o realizar em Vila Nova de Poiares, onde nos primeiros tempos funcionou o Seminário dos Capuchinhos, até à sua transferência para Gondomar.

A partir das 17h00, após o lanche servindo ainda na Casa de Alojamento, os participantes foram-se despedindo e pondo a caminho, cada qual para o seu destino, mais animados a serem arautos da Paz e do Bem, como Francisco e Clara de Assis.

 

Encontro em Ano Missionário

Mensagem do Ministro Provincial, frei Fernando Alberto, publicada no boletim «Recordar é Viver» partilhado neste encontro

Mais uma vez os Antigos Alunos Capuchinhos se juntam para o seu Encontro anual, que já se repete há 23 anos. Fátima, onde também neste ano de 2019 o Encontro se realiza, é sempre o lugar da Mãe, que tanto gosta de ver os seus filhos juntos e unidos, em convívio alegre e sadio e partilhando recordações de tempos idos mas não esquecidos.

Foi nesses tempos que a presença dos Capuchinhos se foi implantando e consolidando em Portugal, até chegar ao estatuto jurídico de Província, o que aconteceu precisamente no dia 29 de Junho de 1969.

Passaram já 50 Anos, que foram devidamente assinalados num encontro dos Irmãos Capuchinhos em Fátima, no passado dia 1 de Julho, com uma evocação do que foi a presença dos Capuchinhos em Portugal antes e depois de ser criada a Província, uma celebração na Capelinha das Aparições, na qual se fez a renovação da consagração da Província ao Imaculado Coração de Maria, titular da mesma, e um almoço-convívio concluído com um solene Te Deum.

Na sua mensagem aos Irmãos, na celebração deste evento, o Ministro provincial apontou o significando destes 50 anos, com o convite a celebrá-los em comprometida ação de graças e avivando o sentido de pertença à Ordem e à Fraternidade capuchinha, o fervor evangélico que animava o Pai São Francisco, e o fervor missionário de partir até aos “últimos confins” da missão.

Este apelo à missão é para todos. O nosso Encontro deste ano acontece às portas do Mês Missionário extraordinário, proclamado pelo papa Francisco, para celebrar o 1º Centenário da Carta Apostólica Maximum Illud, de Bento XV, com a qual procurou despertar, sobretudo no clero, a consciência do dever missionário. Em Portugal, a celebração desse mês aparece como etapa final de um Ano Missionário, cujo encerramento se fará no dia 20 de Outubro, com uma peregrinação nacional ao Santuário de Fátima. Quase a encerrar o Ano Missionário, deve ficar bem viva em todos nós a consciência do nosso dever missionário, como tão bem é evidenciado no lema proposto para a vivência deste ano: “Todos, Tudo e Sempre em Missão”!!!

O papa Francisco não perde nenhuma ocasião para nos motivar a ser hoje “Igreja em saída”, a deixar as nossas “zonas de conforto” e a ser os dignos continuadores do dinamismo apostólico e missionário que ardia no coração de Francisco, São Lourenço de Brindes e tantos outros santos da Ordem Capuchinha, e levou também a Província Portuguesa dos Capuchinhos a abrir ousados caminhos de missão em Moçambique, Angola e Timor-Leste.

A missão – esclarece o Papa Francisco –, «não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso pôr de lado; não é um apêndice ou um momento entre tantos outros da minha vida. É algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir. Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo. É preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar. Nisto se revela a enfermeira autêntica, o professor autêntico, o político autêntico, aqueles que decidiram, no mais íntimo do seu ser, estar com os outros e ser para os outros.» (Evangelii gaudium n.273).

Oxalá o nosso Encontro deste ano desperte nos Antigos Alunos Capuchinhos o desejo de ser missionário, lá onde cada um vive e na situação pessoal de cada um, tornando-se, como Francisco de Assis, um verdadeiro arauto da Paz e do Bem!

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