Tratar do tema da vocação é um assunto atual, particularmente quando cada vez mais as pessoas, sobretudo os jovens, não compreendem até então o seu fundamento e a sua essência. No contexto cristão católico, quando falamos de “vocação” estamos a remeter imediatamente para uma íntima união a Deus no seu amor.
A Constituição Pastoral “Gaudium et spes” descreve-nos isso mesmo ao referir que:
«a razão mais sublime da dignidade do homem consiste na sua vocação à união com Deus. É desde o começo da sua existência que o homem é convidado a dialogar com Deus: pois, se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele por amor constantemente conservado; nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e se entregar ao seu Criador». 1
Aquele que se sente chamado por Deus, no seu amor, descobre, em si, a semente da vontade de deixar tudo para O seguir, respondendo assim à Sua chamada salvífica e realizadora da sua identidade pessoal. O importante é que cada um, fazendo um bom discernimento alentado pela força da oração e da prática sacramental, descubra a vontade subjetiva para a qual Deus o chama em direção a Si através de múltiplas mediações.
A vocação exige sempre uma experiência de conversão e de transformação pessoal sustentada nos valores de Deus, mas que aponta para uma nova orientação existencial. 2
O chamamento é um dom de Deus, em que o homem e a mulher, no seu diálogo amoroso com Ele, abrem o seu coração à Sua voz. Jesús Luzarraga expressa-nos precisamente isto quando sustenta que «o que está na origem da comunicação de Deus ao homem, da Sua Palavra, é o Seu Amor, é a bondade comunicativa do seu amor que dinamiza toda a entrega a Deus, a entrega que faz do seu Filho ao mundo (Jo 3, 16), no qual transmite a sua Revelação. A este chamamento de Deus, ao seu amor, corresponde no homem uma resposta amorosa de entrega e da sua consagração». 3
A vida consagrada ao jeito de São Francisco de Assis dá-se na alegria de viver em Fraternidade. Se te sentes chamado por Deus, entra em contato connosco.
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1 II Concílio do Vaticano, Constituição Pastoral Gaudium et spes, n.º 19.
2 Cf. Jesus Luzarraga, Espiritualidad bíblica de la vocacíon (Madrid: Ediciones Paulinas, 1984), 7.
3 Luzarraga, Espiritualidad bíblica de la vocacíon, 12.