Foi em dezembro de 1934 que os primeiros Capuchinhos chegaram a Barcelos.
A data foi dignamente lembrada e celebrada no passado dia 07 de dezembro, na igreja de Santo António, com a presença de todos os grupos da comunidade cristã e sob a presidência do Ministro Provincial, Frei António da Silva Martins.
"Devido à instabilidade política de Espanha, por motivo da guerra civil, o Ministro Provincial dos Capuchinhos de Castela, Frei Félix Maria de Vegamián, em 1933 e 1934, acompanhado do agora beato Frei Fernando Santiago, na altura secretário, veio até à Arquidiocese de Braga e por 3 vezes se encontrou com o Senhor Arcebispo, D. António Martins Júnior, com o objeto de obter autorização para a fixação dos Capuchinhos na Arquidiocese. Surgiram imediatamente duas propostas de lugar: Ponte de Lima e Barcelos. O beato Frei Fernando mostrou logo uma predileção especial por Barcelos. Razão inicial: o apoio total manifestado na primeira hora por esta população e sobretudo pelo prior de então, Padre Joaquim Alexandre Gaiolas, que lhes facilitou imediatamente todas as condições, inclusive acolhendo-os na sua própria casa. Outra razão: Barcelos dispunha de melhores vias de comunicação, especialmente o caminho de ferro que os colocava com certa facilidade ao alcance de Espanha. Numa posterior visita a Barcelos e ao Senhor Arcebispo Primaz, o Provincial e seu secretário conseguiram que a Venerável Ordem Terceira de São Francisco cedesse aos Capuchinhos o usufruto e administração perpétua da igreja de Santo António, sem culto ainda organizado nessa altura. Frei António de Carrocera, Frei Damián de Villahibiera e Frei Alfredo de Polientes, constituíram a primeira fraternidade de Capuchinhos em Barcelos" (Fonte documental: “Os Capuchinhos: há 75 anos em Barcelos”, frei J. Machado Lopes).
90 anos depois, os Capuchinhos esperam continuar a servir o povo de Barcelos sobretudo no ministério diário das confissões, no acompanhamento dos doentes em casa e no hospital, na pregação popular, na formação das crianças e jovens e na colaboração com os párocos vizinhos.