De Roma, o ministro geral cessante dos capuchinhos, frei Mauro Jhöri, em 21 de julho passado, dirigiu-nos a sua última Carta circular (Prot. N.00678/18), na qual resumia a vida do santo; e dizia: «No próximo ano celebram-se exatamente 400 anos da morte de São Lourenço: considero muito significativo que do dia 21 de julho de 2018 ao dia 21 de julho de 2019 seja celebrado um ano jubilar em sua honra.» E deu-se-lhe o nome de Ano Laurenciano. Acrescentava o ex-ministro geral: «O que desejo é que neste ano a Ordem recorde São Lourenço, promovendo iniciativas de vário género com a finalidade de aprofundar os aspetos históricos e a sua mensagem. De notar que São Lourenço de Brindes é, até hoje, o único ministro geral da nossa Ordem que foi elevado às honras da Santidade e que foi proclamado Doutor da Igreja.»

Por sua vez, em 15 de outubro passado, frei Fernando Alberto Pedrosa Cabecinhas, ministro provincial dos capuchinhos em Portugal, escreveu também uma circular, cujo último ponto se intitula: Ano Laurenciano e 50 Anos da nossa Província. E tenta concretizar o acontecimento no nosso meio: «Este “Ano Laurenciano” deveria levar a iniciativas para aprofundar e dar a conhecer os aspetos históricos e a mensagem deste nosso santo. A nossa Província sente que este desafio do ministro geral lhe diz particularmente respeito pelo facto da morte de São Lourenço ter ocorrido em Lisboa. Por sua vez, este Centenário enquadra-se lindamente nos 50 anos da criação da nossa Província, que se completam no dia 29 de junho de 2019.»

E avança que, «para assinalar como convém estas efemérides, o Conselho Provincial achou por bem envolver o Centro de Estudos Históricos e Religiosos (CEHR), da UCP. Dos contactos feitos com o referido Centro e da reunião conjunta no início de outubro, prevê-se a realização de dois colóquios, de um dia cada, um na UCP de Lisboa e outro na do Porto, podendo terminar com uma atividade de âmbito celebrativo e/ou musical na nossa igreja de Lisboa e Amial ou Gondomar». Propõe ações especiais na(s) igreja(s) de Lisboa ligadas à presença deste nosso santo, bem como «uma jornada de passeio, convívio e celebração» em que os irmãos da nossa Província se desloquem a Lisboa numa visita «aos lugares marcados pela passagem de São Lourenço». E pede sugestões, que abrimos aos nossos leitores.

Além desta evocação, bem podemos invocá-lo, também, como intercessor e modelo no estudo, na oração e na evangelização, dada a feliz coincidência do seu ano jubilar com o ano missionário em Portugal. E não podemos deixar de transcrever o que disse João XXIII na já citada Carta Apostólica:

«Os que manejam as Divinas Escrituras e principalmente os que trabalham por expor e defender o dogma católico, têm em Lourenço matéria para alimentar a mente, para se instruírem a fim de defenderem e persuadirem na verdade e para se prepararem a procurar a salvação dos outros. Saibam que caminham por estrada certa, se seguirem este autor que arrancou erros, esclareceu o que era obscuro e desembaraçou o que era duvidoso» (In Boletim Oficial, Comissariado Geral dos Frades Menores Capuchinhos de Portugal, vol. II, nº 7 (abril-junho de 1959) 372-373).

O nosso confrade frei Francisco Leite de Faria (1910-1995), Doutor em teologia e académico de número da Academia Portuguesa da História, deixou-nos dois pequenos mas suculentos subsídios, que poderão ser úteis nesta oportunidade: Lisboa e S. Lourenço de Brindes, Lisboa, 1956, 27 pgs. Separata da revista Olisipo; e A morte de S. Lourenço de Brindes e as homenagens que Lisboa lhe prestou. Roma, 1959, 32 pags. Separata da revista Colletanea Franciscana.

 

» Biografia, Oração e Hino a São Lourenço de Brindes 

» Mensagem do Ministro Provincial, frei Fernando Alberto

» Carta do Ministro Geral

» Doutor da Igreja há 60 anos

» O motivo da Encarnação do Verbo em São Lourenço de Brindes

» Jornada de estudo sobre São Lourenço (Notícia)

» Tríduo em honra de São Lourenço de Brindes em Lisboa e no Porto (Crónica)


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