Somos Testemunhas

 

LEITURAS:

1ª: At 5, 27b-32.40b-41. Salmo 30/29,2.4-6.11-12a.13b. R/ Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes. 2ª: Ap 5,11-14. Evº: Jo 21,1-19. III Semana do Saltério

 

UMA IDEIA

Celebramos a Páscoa, um acontecimento que ecoa ao longo dos cinquenta dias do tempo pascal. É tempo de alegria, mas a Liturgia da Palavra também recorda os riscos e as ameaças vividas pelos Apóstolos, que não têm medo de ser acusados e torturados por causa da fé e do testemunho da ressurreição de Jesus Cristo: «somos testemunhas» (1ª). Ainda que castigados, os primeiros discípulos não se deixam intimidar, e continuam a dar graças pelo dom da salvação: «Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvaste» (salmo). A visão descrita pelo Apocalipse mostra que esta grande ação de graças continua nos céus e é acompanhada pelo universo: todas as criaturas aclamam a vitória do «Cordeiro» (2ª). É a visão plena da missão confiada à Igreja pelo Ressuscitado: «Apascenta as minhas ovelhas» (evangelho).

 

UM SENTIMENTO

Os discípulos são testemunhas dos factos que as suas palavras descrevem e anunciam: «somos testemunhas» (1ª). Recebem o poder do Espírito Santo para a missão de testemunhar a presença viva do Ressuscitado. É como um voltar ao princípio, mas para dar continuidade à missão do Mestre. A Páscoa, como ponto de partida, desafia o discípulo missionário a comunicar aos outros o encontro com o Ressuscitado. A «fé anunciada» não é uma doutrina ou um sistema moral, mas, sobretudo, a própria experiência dos discípulos. Como nos primeiros dias, hoje a Igreja tem a missão de anunciar a alegria do Evangelho, a alegria da fé, alegria da Páscoa, a alegria da salvação.

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