“Eis-me aqui: podeis enviar-me”

 

LEITURAS:

1ª: Is 6,1-2a.3-8. Salmo 138/137,1-2a.2bc-3.4-5.7c-8. R/ Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, Senhor. 2ª: 1 Cor 15,1-11. Evº: Lc 5,1-11. I Sem. do Salt.

 

UMA IDEIA

Continua o tema da missão profética e evangelizadora. Agora, para a resposta humana ao convite divino. Isaías recebe a vocação durante uma visão grandiosa. Embora sentindo-se impuro, responde à missão que lhe é confiada: «Eis-me aqui: podeis enviar-me» (1ª). De facto, desde sempre, está em causa o anúncio do amor e da misericórdia de Deus, o anúncio da alegria do Evangelho. Também Paulo foi chamado, apesar da sua indignidade: «apareceu-me também a mim, como o abortivo» (2ª). E nem as hesitações de Pedro – «não apanhámos nada. Mas já que o dizes»... (evangelho) – impedem que se venha a tornar o primeiro dos apóstolos. Deus confia em todos os seus filhos! Motivos não faltam para dar «graças», «louvar» o nosso Deus (salmo).

 

UM SENTIMENTO

O verdadeiro crente sabe que é indigno, pecador. Mas invoca a misericórdia de Deus e assume a missão. Apesar de sermos homens e mulheres «de lábios impuros», não recusemos a missão que nos é confiada. «Que este Ano Missionário se torne uma ocasião de graça, intensa e fecunda, de modo que desperte o entusiasmo missionário. E que este jamais nos seja roubado» (Nota da Conferência Episcopal). Somos tocados pelo ardor da Palavra incandescente que desce ao nosso coração, Jesus Cristo, presença viva no sacramento da Eucaristia, para nos tornarmos discípulos missionários do anúncio da alegria do Evangelho. Que resposta podemos dar senão esta: «Eis-me aqui: podeis enviar-me» (1ª)?