“Farei germinar... um rebento”

 

LEITURAS:

1ª: Jr 33,14-16. Salmo 25/24, 4bc-5ab.8-9.10.14. R/ Para Vós, Senhor, elevo a minha alma. 2ª: 1 Ts 3,12–4,2. Evº: Lc 21,25-28.34-36. I Semana do Saltério

 

UMA IDEIA

No início deste ano litúrgico (Ano C), a palavra de Deus prepara os nossos corações para a vinda de Jesus Cristo. O primeiro domingo de Advento marca o início de um itinerário: não é apenas para celebrar o nascimento de um bebé, num presépio; também não é para nos meter medo com um fim do mundo cheio de extraordinários «sinais». É para estarmos vigilantes (evangelho). Esta é a mais bela atitude dos cristãos: a atitude de quem ama o seu Senhor e vigia enquanto aguarda o seu regresso. Para que nos encontre a progredir «numa santidade irrepreensível» (2ª), nos «caminhos do Senhor» (salmo). Outrora, o primeiro Natal foi um sinal para Israel: «farei germinar para David um rebento de justiça» (1ª). Hoje, a nossa esperança assenta na ressurreição de Jesus, que confirma o cumprimento e a atualização da promessa.

 

UM SENTIMENTO

O Advento é o tempo que, de forma especial, aponta para a vinda do Filho de Deus. Um tempo de dor e desgraça dá lugar ao anúncio profético: «farei germinar... um rebento» (1ª). O Advento é caraterizado pela espera e pela esperança. Deus continua a vir até nós; e fá-lo sempre, como sublinha o papa Francisco, em chave de misericórdia. Vivemos momentos difíceis? Continuamos nas mãos de Deus misericordioso que se fez um de nós para nos salvar. A misericórdia alimenta a nossa pequena esperança, «essa menina, que arrasta tudo consigo» — como escreveu Charles Péguy. «É ela que faz andar o mundo inteiro». Não renunciemos à esperança!

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