“O Senhor do Universo”

 

LEITURAS:

1ª: Dn 7,13-14. Salmo 93/92,1ab.1c-2.5. R/ O Senhor é rei num trono de luz. 2ª: Ap 1,5-8. Evº: Jo 18,33b-37. II Semana do Saltério

 

UMA IDEIA

Na última solenidade deste Ano Litúrgico, realeza rima com humildade e verdade. Jesus Cristo não é um rei à maneira do mundo, como diz a Pilatos (na imagem abaixo): «o seu poder é eterno, não passará jamais,/ e o seu reino não será destruído» (1.ª); «o seu trono é firme desde sempre,/ Ele existe desde toda a eternidade» (salmo). Mas também é o Servo perfeito, o filho do homem que deu a vida para obter a salvação de todos e reunir todas as nações na sua glória. Veio para nos libertar do pecado e fazer «de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai» (2.ª), e para «dar testemunho da verdade» (evangelho). Por isso, o poder da sua majestade brota do serviço, da doação, da fidelidade, do amor.

 

UM SENTIMENTO

A mensagem é de esperança: o triunfo final será do único Senhor da história, Deus, que há de instaurar o seu Reino através do seu enviado, «alguém semelhante a um filho do homem» (1.ª). A história não tem apenas uma interpretação política, mas também teológica: deve ser lida a partir de Deus, a quem pertence a última palavra. Jesus Cristo, o «filho do homem», não usará o poder para escravizar, como fazem os poderosos deste mundo, mas para nos libertar e fazer de nós seus irmãos, filhos de Deus. «Por isso, o crente empenha-se e espera, ama e persegue a aurora de amanhã, força a aurora do Reino» (Ermes Ronchi).

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