“Ofereceu tudo o que tinha”

 

LEITURAS:

1ª: 1 Rs 17,10-16. Salmo 146/145,7.8-9a.9bc-10. R/ Ó minha alma, louva o Senhor. 2ª: Heb 9,24-28. Evº: Mc 12,38-44. IV Semana do Saltério

 

UMA IDEIA

Um ensinamento sobre a sinceridade de coração: Deus não olha às aparências, conhece o íntimo dos nossos pensamentos; e a sinceridade da fé é garantia da nossa salvação. Está em causa a generosidade, a caridade. A viúva de Sarepta partilha o pouco que tem para alimentar o profeta Elias: «um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia» (1.ª). A viúva pobre, no Templo, não hesita em dar tudo o que possui: «duas pequenas moedas» (evangelho). Deus, que «ampara o órfão e a viúva» (salmo), aprecia a beleza do gesto, a gratuidade da oferenda. A nossa salvação não pode ser comprada pelos nossos méritos: é uma dádiva recebida graças à oferta vital («sacrifício») de Jesus Cristo. Ele virá para «dar a salvação àqueles que O esperam» (2.ª).

 

UM SENTIMENTO

Os textos bíblicos remetem para o próximo domingo, Dia Mundial dos Pobres. Como são as nossas oferendas: partilhamos “as sobras”, ou “o que nos faz falta”? Jesus Cristo louva a partilha da viúva, porque «ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver» (evangelho). Os pobres ajudam-nos «a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair em saco roto esta oportunidade de graça» (Mensagem do Papa). Vale a pena experimentar a dinâmica da partilha que multiplica o que parece pouco, acrescenta em vez de subtrair. Essa é a caridade que brota, não das aparências, mas do íntimo do coração.

Agenda

Mais lidos

  • Semana

  • Mês

  • Todos