“Vai profetizar ao meu povo”

 

LEITURAS:

1ª: Am 7,12-15. Salmo 85/84,9ab-10.11-12.13-14 R/ Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação. 2ª: Ef 1,3-14. Evº: Mc 6,7-13. III Sem. Saltério

 

UMA IDEIA

Em conformidade com o domingo anterior, a palavra de Deus dá exemplos concretos sobre a difícil condição dos «enviados». Amós tem de deixar o seu trabalho de pastor porque Deus quer fazer dele um profeta para enfrentar os poderes instalados: «Foi o Senhor que... me disse: ‘Vai profetizar ao meu povo de Israel’» (1ª). Os Doze, que Jesus Cristo envia em missão, são alertados para possíveis contrariedades: «se não fordes recebidos... se os habitantes não vos ouvirem» (evangelho). Mas nada pode deter, no anúncio do Reino, aqueles que Deus «abençoou… escolheu… predestinou» (2ª). Deus «dá o que é bom» (salmo), a nós, sua Igreja, seu povo, mas também a todos os homens e mulheres a quem mostra todo o seu amor e misericórdia.

 

UM SENTIMENTO

O profeta/missionário não fala nem atua em nome próprio: «Foi o Senhor que... me disse: ‘Vai profetizar ao meu povo’» (1ª); «Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois» (evangelho). Temos de assumir que esta é a hora de nos pormos a caminho, de deixarmos o nosso lugar de conforto, para nos tornarmos uma «Igreja em saída», uma Igreja como «hospital de campanha» composta por homens e mulheres dispostos a «sujar as mãos». É a frescura que o papa Francisco não se cansa de propor: «Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo» (ver EG 27): costumes, estilos, horários, linguagem. Sinto-me chamado e enviado a ser profeta/missionário?

 

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“Vai profetizar ao meu povo”