“Basta-te a minha graça”

 

LEITURAS:

1ª: Ez 2,2-5. Salmo 123/122,1-2a.2bcd.3-4 R/ Os nossos olhos estão postos no Senhor, até que Se compadeça de nós. 2ª: 2 Cor 12,7-10. Evº: Mc 6,1-6. II Sem. Saltério

 

UMA IDEIA

A Liturgia da Palavra oferece uma unidade à volta da dificuldade em ser profeta, ou, noutros termos, sobre a dificuldade em ser cristão nos dias de hoje: «Piedade, Senhor, tende piedade de nós, porque estamos saturados de desprezo» (salmo). Situação que, porventura, se repete no seio das nossas famílias ou comunidades… O profeta Ezequiel também foi confrontado com um ambiente hostil: «Podem escutar-te ou não — porque são uma casa de rebeldes —, mas saberão que há um profeta no meio deles» (1ª). Paulo, ao esbarrar com a oposição de alguns dos seus ouvintes, reconhece a força que lhe vem de Deus: «Ele disse-me: ‘Basta-te a minha graça’» (2ª). E o próprio Jesus Cristo é rejeitado pelos seus, «desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa» (evangelho).

 

UM SENTIMENTO

A melhor das notícias, nos dias de hoje, é que continuam a existir profetas que denunciam as exclusões e as desigualdades, que levam consolo e esperança aos pobres e marginalizados. As suas vidas generosas e solidárias são por si só uma interrogação que incomoda e faz pensar! É tempo de nos deixarmos questionar pelo seu testemunho. Mas, sobretudo, é tempo e hora de nos tornarmos profetas, homens e mulheres de Deus que colocamos questões a esta sociedade adormecida, denunciamos a injustiça sem medo, anunciamos a alegria do Evangelho, a única capaz de transformar a vida. Afinal, não é esta a nossa vocação?

 

UMA IMAGEM

Hoje continuam a existir profetas...