Sb 19

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7.° Contraste: O Mar Ver­me­lho, morte para os egí­pcios e li­ber­­ta­ção para os israelitas (Ex 14,5-22; 15)

1Então sobre os ímpios des­car­re­gou até ao fim uma ira im­pla­cável,

pois Deus sabia de antemão o seu comportamento:

2sabia que eles os deixariam par­tir,

que os despediriam apressada­mente,

mas que mudariam de ideias e os perseguiriam.

3De facto, tendo ainda em suas mãos os objectos do luto

e chorando sobre os túmulos dos mortos,

eis que concebem outro plano des­cabido:

aos que tinham pedido que saís­sem,

perseguem agora como se de fu­gitivos se tratasse.

4Um merecido destino os arras­tou a este extremo

e os fez esquecer o passado,

para que sofressem o castigo que faltava aos seus tormentos;

5e, enquanto o teu povo reali­zava uma travessia prodigiosa,

eles encontraram uma morte in­sólita.

6É que toda a criação, obediente às tuas ordens,

tomava novas formas em sua pró­pria natureza

para guardar os teus filhos de todo o mal.

7Uma nuvem cobriu de sombra o acampamento

e do que dantes era água viu-se emergir terra seca,

o Mar Vermelho tornou-se um ca­­minho transitável,

e as ondas impetuosas, uma pla­nície verdejante;

8por ali passou todo o povo, pro­te­gido pela tua mão,

contemplando prodígios admirá­veis.

9Iam como cavalos pastando no prado,

e como cordeiros saltitando,

e glorificavam-te, Senhor, a ti que os salvavas.

10Pois se recordavam ainda dos acon­tecimentos do exílio:

como a terra, em vez de animais, produziu mosquitos,

e como o rio, em vez de peixes,

lançou para fora uma multidão de rãs.

11Mais tarde, também viram uma nova espécie de aves,

quando, movidos pelo apetite, pe­di­ram manjares apetitosos,

12e, para satisfazerem os seus de­sejos,

vieram do lado do mar as codor­nizes.


Os egípcios, mais culpados que os habitantes de Sodoma (Ex 1,8-14; 5,4-18)

13Os castigos caíram sobre os peca­dores,

não sem ter havido como sinais raios violentos.

Eles sofriam justamente pelas suas próprias maldades,

pois tinham mostrado violenta aver­­­são aos estrangeiros.

14Outros houve que não quise­ram acolher os desconhecidos que chegavam.

Mas eles escravizaram hóspedes que tinham sido seus benfei­to­res.

15Mas não é tudo: para aqueles haverá um castigo,

pois receberam os estrangeiros de modo hostil;

16mas estes, depois de terem rece­­bido com alegria

aqueles que já tinham parte nos mesmos direitos,

maltrataram-nos com terríveis tra­balhos.

17Por isso, foram feridos de ce­gueira

como aqueles que, às portas do justo,

envoltos em densas trevas,

procurava cada um a entrada de sua própria casa.


Uma nova harmonia

18Assim, os elementos muda­vam en­tre si as suas propriedades

como na harpa, em que as notas modificam a natureza do ritmo,

mas conservam a mesma sono­ridade.

É isto o que se pode ver clara­mente,

quando se examinam os aconte­ci­mentos:

19os animais terrestres muda­vam-se em aquáticos,

e os aquáticos passavam para a terra;

20o fogo redobrava a sua força na água

e a água esquecia a sua proprie­dade de o extinguir;

21ao contrário, as chamas não con­sumiam as carnes dos débeis ani­mais,

que iam e vinham por entre elas,

nem dissolviam aqueles delicio­sos manjares, semelhantes ao gelo que facilmente derrete.


Doxologia final

22Em tudo, Senhor, Tu engran­de­ceste e glorificaste o teu povo,

e não deixaste de o assistir em todo o tempo e lugar.



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