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17 5.° Contraste: Trevas para os egípcios e coluna de fogo para Israel (Ex 10,21-23; 13,21-22)
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'''5.° Contraste: Trevas para os egípcios e coluna de fogo para Israel''' (Ex 10,21-23; 13,21-22)
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<sup>1</sup>Grandes e impenetráveis são os teus juízos.
 
<sup>1</sup>Grandes e impenetráveis são os teus juízos.
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Por isso, as almas ignorantes se extraviam.
 
Por isso, as almas ignorantes se extraviam.
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<sup>2</sup>Os ímpios, pensando que po­diam oprimir o teu povo santo,
 
<sup>2</sup>Os ímpios, pensando que po­diam oprimir o teu povo santo,
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ficaram prisioneiros das trevas e encarcerados numa longa noite,
 
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encerrados sob os seus tectos e ex­cluídos da eterna provi­dência.
 
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<sup>3</sup>  Pensavam ficar ocultos com os seus pecados secretos,
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<sup>3</sup>Pensavam ficar ocultos com os seus pecados secretos,
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sob o sombrio véu do esqueci­mento,
 
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mas foram dispersos, possuídos de terrível espanto,
 
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e apavorados por fantasmas.
 
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<sup>4</sup>  Nem o esconderijo em que se re­fu­­giavam os preservava do medo;
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<sup>4</sup>Nem o esconderijo em que se re­fu­­giavam os preservava do medo;
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ruídos aterradores ressoavam à sua volta
 
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e lúgubres espectros de pálidos rostos lhes apareciam.
 
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<sup>5</sup>  Nenhuma chama tinha força bas­tante para os alumiar,
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<sup>5</sup>Nenhuma chama tinha força bas­tante para os alumiar,
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nem os fulgores cintilantes dos astros
 
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conseguiam iluminar aquela hor­rorosa noite.
 
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<sup>6</sup>  Somente brilhava para eles
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um clarão aceso por si mesmo e que os apavorava;
 
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mas, logo que desaparecia a vi­são, ficavam aterrados
 
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e consideravam ainda pior o que viam.
 
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<sup>7</sup>  Os artifícios da magia mostra­vam a sua impotência,
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<sup>7</sup>Os artifícios da magia mostra­vam a sua impotência,
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e a sua pretensão de inteligência conhecia um fracasso humi­lhante,
 
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<sup>8</sup>  pois os que prometiam afu­gen­tar os medos  
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<sup>8</sup>pois os que prometiam afu­gen­tar os medos  
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e as perturbações da alma doente,
 
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esses mesmos eram vítimas de um pânico ridículo.
 
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<sup>9</sup>  Mesmo que nada de mais grave os perturbasse,
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<sup>9</sup>Mesmo que nada de mais grave os perturbasse,
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a passagem de animais e os si­bi­los das serpentes os sobres­sal­tavam
 
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e morriam de medo,  
 
e morriam de medo,  
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recusando-se até a olhar à sua volta, o que não se pode evitar.
 
recusando-se até a olhar à sua volta, o que não se pode evitar.
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<sup>10</sup>Com efeito, a maldade é co­barde e por seu próprio testemunho se condena;
 
<sup>10</sup>Com efeito, a maldade é co­barde e por seu próprio testemunho se condena;
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pressionada pela consciência, sem­­­pre imagina o pior,
 
pressionada pela consciência, sem­­­pre imagina o pior,
<sup>11</sup>  porque o medo não é outra coisa
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<sup>11</sup>porque o medo não é outra coisa
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senão a renúncia aos auxílios da razão.
 
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<sup>12</sup>  Quanto menor é a segurança in­te­rior
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<sup>12</sup>Quanto menor é a segurança in­te­rior
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tanto mais se sente a ignorância da causa do tormento.
 
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<sup>13</sup>  Eles, porém, durante aquela noi­te verdadeiramente insu­por­tável,
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<sup>13</sup>Eles, porém, durante aquela noi­te verdadeiramente insu­por­tável,
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saída das profundezas do impo­tente Abismo,
 
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dormiam o mesmo sono:
 
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<sup>14</sup>  eram perturbados por espectros monstruosos,
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pelo abatimento da alma,
 
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pois um súbito e inesperado ter­ror os invadira.
 
pois um súbito e inesperado ter­ror os invadira.
<sup>15</sup>  E também todo aquele, fosse quem fosse, que lá estivesse caía,
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<sup>15</sup>E também todo aquele, fosse quem fosse, que lá estivesse caía,
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ficava preso e encarcerado e nu­ma prisão sem trancas.
 
ficava preso e encarcerado e nu­ma prisão sem trancas.
<sup>16</sup>  De facto, se o agricultor ou o pastor,
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<sup>16</sup>De facto, se o agricultor ou o pastor,
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ou o trabalhador do campo
 
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fosse surpreendido pelo flagelo,
 
fosse surpreendido pelo flagelo,
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deveria suportar a necessidade inelutável,
 
deveria suportar a necessidade inelutável,
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pois todos estavam acorrentados à mesma cadeia de trevas.
 
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<sup>17</sup>  O vento que assobiava,  
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<sup>17</sup>O vento que assobiava,  
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o canto melodioso dos pássaros na ramagem frondosa,
 
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o murmúrio das águas correndo impetuosas
 
o murmúrio das águas correndo impetuosas
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ou o estrondo das rochas que se desprendiam,
 
ou o estrondo das rochas que se desprendiam,
<sup>18</sup>  a carreira invisível de animais sal­­titantes,
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o forte rugido dos animais mais selvagens
 
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ou o eco que se repercutia nos vales das montanhas,
 
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tudo os fazia estarrecer de pavor.
 
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<sup>19</sup>  Pois o mundo inteiro estava ilu­mi­nado por uma luz esplen­do­rosa
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<sup>19</sup>Pois o mundo inteiro estava ilu­mi­nado por uma luz esplen­do­rosa
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e cada um prosseguia, sem obstá­culos, os seus trabalhos.
 
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<sup>20</sup>  Somente sobre eles se tinha es­tendido uma densa noite,
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imagem das trevas que os espe­ravam.
 
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Mas, para si mesmos, eles eram mais insuportáveis do que as trevas.
 
Mas, para si mesmos, eles eram mais insuportáveis do que as trevas.
  

Edição atual desde as 16h22min de 26 de abril de 2008

5.° Contraste: Trevas para os egípcios e coluna de fogo para Israel (Ex 10,21-23; 13,21-22)

1Grandes e impenetráveis são os teus juízos.

Por isso, as almas ignorantes se extraviam.

2Os ímpios, pensando que po­diam oprimir o teu povo santo,

ficaram prisioneiros das trevas e encarcerados numa longa noite,

encerrados sob os seus tectos e ex­cluídos da eterna provi­dência.

3Pensavam ficar ocultos com os seus pecados secretos,

sob o sombrio véu do esqueci­mento,

mas foram dispersos, possuídos de terrível espanto,

e apavorados por fantasmas.

4Nem o esconderijo em que se re­fu­­giavam os preservava do medo;

ruídos aterradores ressoavam à sua volta

e lúgubres espectros de pálidos rostos lhes apareciam.

5Nenhuma chama tinha força bas­tante para os alumiar,

nem os fulgores cintilantes dos astros

conseguiam iluminar aquela hor­rorosa noite.

6Somente brilhava para eles

um clarão aceso por si mesmo e que os apavorava;

mas, logo que desaparecia a vi­são, ficavam aterrados

e consideravam ainda pior o que viam.

7Os artifícios da magia mostra­vam a sua impotência,

e a sua pretensão de inteligência conhecia um fracasso humi­lhante,

8pois os que prometiam afu­gen­tar os medos

e as perturbações da alma doente,

esses mesmos eram vítimas de um pânico ridículo.

9Mesmo que nada de mais grave os perturbasse,

a passagem de animais e os si­bi­los das serpentes os sobres­sal­tavam

e morriam de medo,

recusando-se até a olhar à sua volta, o que não se pode evitar.

10Com efeito, a maldade é co­barde e por seu próprio testemunho se condena;

pressionada pela consciência, sem­­­pre imagina o pior,

11porque o medo não é outra coisa

senão a renúncia aos auxílios da razão.

12Quanto menor é a segurança in­te­rior

tanto mais se sente a ignorância da causa do tormento.

13Eles, porém, durante aquela noi­te verdadeiramente insu­por­tável,

saída das profundezas do impo­tente Abismo,

dormiam o mesmo sono:

14eram perturbados por espectros monstruosos,

pelo abatimento da alma,

pois um súbito e inesperado ter­ror os invadira.

15E também todo aquele, fosse quem fosse, que lá estivesse caía,

ficava preso e encarcerado e nu­ma prisão sem trancas.

16De facto, se o agricultor ou o pastor,

ou o trabalhador do campo

fosse surpreendido pelo flagelo,

deveria suportar a necessidade inelutável,

pois todos estavam acorrentados à mesma cadeia de trevas.

17O vento que assobiava,

o canto melodioso dos pássaros na ramagem frondosa,

o murmúrio das águas correndo impetuosas

ou o estrondo das rochas que se desprendiam,

18a carreira invisível de animais sal­­titantes,

o forte rugido dos animais mais selvagens

ou o eco que se repercutia nos vales das montanhas,

tudo os fazia estarrecer de pavor.

19Pois o mundo inteiro estava ilu­mi­nado por uma luz esplen­do­rosa

e cada um prosseguia, sem obstá­culos, os seus trabalhos.

20Somente sobre eles se tinha es­tendido uma densa noite,

imagem das trevas que os espe­ravam.

Mas, para si mesmos, eles eram mais insuportáveis do que as trevas.



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