Diferenças entre edições de "Sb 16"

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mas é a tua palavra que ali­menta os que crêem em ti.
 
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<sup>27</sup>Pois, o que o fogo não destruía,
  
 
logo se derretia ao calor de um leve raio de Sol,
 
logo se derretia ao calor de um leve raio de Sol,

Edição atual desde as 16h20min de 26 de abril de 2008

2.° Contraste: Codornizes para Is­rael e rãs para os egípcios (12,23.27; Ex 16,9-13; Nm 11,10-15.31-33)

1Por isso, foram justamente cas­­ti­ga­­dos por animais se­me­­lhan­tes,

torturados por pragas de bichos.

2Em vez de tal castigo, foste bom para o teu povo

e, para satisfazer o ardor do seu apetite,

preparaste-lhe codornizes, ali­men­to delicioso.

3Assim, enquanto aqueles ti­nham fome,

mas perdiam o apetite perante o aspecto dos animais

enviados ao seu encontro,

estes, depois de um breve jejum,

saborearam um manjar deli­cioso.

4Era preciso, pois, que sobre aque­les opressores caísse uma fome im­placável,

enquanto, a estes, bastava mos­trar-lhes como eram atorme­n­tados os seus inimigos.


3.° Contraste: A serpente de bron­­ze e os gafanhotos (Ex 8,16-20; 10,4-15; Nm 21,4-9)

5E mesmo, quando veio sobre eles a terrível fúria das feras,

e pereciam pela mordedura das serpentes sinuosas,

a tua ira não durou até ao fim.

6Para sua correcção, foram atri­bu­­lados por pouco tempo,

mas tinham um sinal de salvação

para lhes recordar os manda­men­tos da tua Lei.

7Quem se voltava para ele era curado,

não pelo que via, mas por ti, sal­vador de todos.

8E assim demonstraste aos nos­sos inimigos

que és Tu quem livra de todo o mal.

9Eles morreram pelas picadas de gafanhotos e moscas,

sem poder encontrar remédio para salvar a vida

porque mereciam semelhante cas­tigo.

10Mas, quanto aos teus filhos,

nem sequer os dentes das ser­pen­tes venenosas os puderam ven­­cer,

porque interveio a tua miseri­cór­dia e os salvou.

11Eram picados e logo ficavam curados,

para que se lembrassem das tuas palavras,

a fim de não as esquecerem com­pletamente,

e serem, assim, excluídos da tua benevolência.

12E nem erva nem pomada lhes serviu de alívio,

mas foi a tua palavra, Senhor, que tudo cura!

13Tu tens poder sobre a vida e a morte,

fazes descer até às portas do Abis­mo e de lá fazes regressar.

14É que o homem, pela sua mal­dade, pode matar;

mas não pode fazer regressar o espírito que tinha saído

nem pode libertar a alma que des­ceu ao Abismo.


4.° Contraste: Granizo e fogo para os egípcios e maná para os is­raelitas (Ex 9,24-25; 16; Sl 78,47-49)

15É impossível escapar à tua mão.

16Os ímpios que recusavam reco­nhecer-te

foram flagelados pelo poder do teu braço.

Caíram sobre eles chuvas estra­nhas, granizos,

tempestades implacáveis, e um fogo que os devorava.

17O mais surpreendente era que, na água que tudo apaga,

o fogo ainda mais ardia;

é que o universo combate pelos justos!

18Umas vezes, a chama abran­dava,

para não queimar os animais en­viados contra os ímpios,

a fim de que, ao contemplá-los,

reconhecessem que o juízo de Deus os perseguia.

19Outras vezes, mesmo no seio da água,

ela ardia com violência superior à do fogo,

para destruir os frutos de uma terra iníqua.

20Mas, pelo contrário, deste ao teu povo um alimento dos anjos,

enviaste-lhe do céu um pão, sem esforço deles,

capaz de todos os sabores e ada­p­tado a todos os gostos.

21Este alimento manifestava a tua doçura para com os teus fi­lhos,

já que se acomodava ao gosto de quem o comia

e se transformava segundo o desejo de cada um.

22A neve e o gelo resistiam ao fogo sem se derreterem,

para que soubessem que as co­lheitas dos inimigos

tinham sido destruídas por um fogo que ardia no meio do gra­nizo

e flamejava sob a chuva;

23mas o mesmo fogo, em outra oca­sião,

e para que os justos se alimen­tassem,

esqueceu-se até da sua própria força.

24É que a própria criação, submis­sa a ti, seu Criador,

se endurece para castigar os maus

e cede para fazer o bem aos que confiaram em ti.

25E assim, prestando-se a tomar todas as formas,

se colocava ao serviço da tua bon­dade, que a todos alimenta,

de acordo com o desejo dos que te suplicavam.

26Assim, os teus filhos queridos, Senhor, aprenderão

que não são os frutos que ali­men­tam o homem,

mas é a tua palavra que ali­menta os que crêem em ti.

27Pois, o que o fogo não destruía,

logo se derretia ao calor de um leve raio de Sol,

28para que todos soubessem que é necessário madrugar mais que o Sol,

a fim de te dar graças

e de te encontrar desde o raiar do dia.

29Mas a esperança do ingrato há-de derreter-se como a geada no In­verno,

há-de escoar-se como água que não presta.



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