1 Sm 15

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Campanha contra os ama­le­citas (Ex 17,8-16; Dt 25,17-19) – 1Samuel disse a Saul: «O Se­nhor enviou-me para que te ungisse rei do seu povo de Israel. Ouve, pois, as palavras do Senhor. 2Isto diz o Se­nhor do universo: ‘Vou pedir contas a Amalec do que ele fez a Israel, opondo-se-lhe no caminho, quando subia do Egipto. 3Vai, pois, agora, ferir Amalec. Votarás ao extermínio tudo o que lhe pertence, sem nada poupar. Matarás tudo, homens e mu­lheres, crianças e meninos de peito, bois e ovelhas, camelos e asnos.’»

4Saul comunicou isto ao povo e passou-lhe revista em Telaim. Ha­via duzentos mil peões e dez mil homens de Judá. 5Saul avançou até à cidade de Amalec e pôs embos­cadas na torrente. 6Disse aos que­nitas: «Retirai-vos, separai-vos dos amalecitas, não suceda que eu vos destrua juntamente com eles, pois tratastes bem os filhos de Israel quan­do subiam do Egipto.» E os quenitas separaram-se dos amale­ci­tas. 7E Saul foi destroçando os ama­­lecitas desde Havilá até à entrada de Chur, que está na fronteira do Egipto. 8To­mou vivo Agag, rei dos amalecitas, e votou ao anátema todo o povo, pas­sando-o ao fio da espada. 9Mas Saul e os seus homens poupa­ram Agag, assim como o melhor dos rebanhos de ovelhas e de vacas, os animais ceva­dos, os cordeiros e tudo o que havia de melhor. Nada disto quise­ram votar ao anátema. Só des­truí­ram o que era de má qualidade e sem valor.


Saul reprovado por Deus10O Se­­nhor disse a Samuel: 11«Arrependo-me de ter feito rei a Saul, porque me voltou as costas e não executou as minhas ordens.» Samuel entriste­ceu-se e clamou ao Senhor du­rante toda a noite. 12Na manhã seguinte, indo ao encontro de Saul, foi avi­sado de que este tinha ido a Carmel e eri­gido ali um monumento, reto­mando em seguida o seu caminho para Guil­­gal. 13Samuel foi ter com ele e Saul disse-lhe: «O Senhor te abençoe! Cum­­­­pri a sua ordem.» 14Sa­muel re­pli­cou-lhe: «Mas que balidos de ove­lhas são esses que ressoam aos meus ou­vidos e esses mugidos de gado que ouço?» 15Res­pondeu Saul: «É a presa tomada aos amale­citas, pois o povo poupou o melhor das ovelhas e dos bois, para os sacri­fi­car ao Se­nhor, teu Deus; destruímos o resto.» 16Samuel disse-lhe: «Cala-te! Vou di­zer-te o que o Senhor me disse esta noite.» Saul respondeu: «Fala.» 17Samuel disse: «Apesar de te considerares pequeno, acaso não te tornaste chefe das tri­bos de Israel, e não te ungiu o Se­nhor rei de Israel? 18O Senhor en­viou-te a essa expedição, dizendo: ‘Passa ao fio de espada esses ama­lecitas peca­do­res e combate contra eles até ao completo extermínio.’ 19Porque não ouviste a sua voz e te lançaste sobre os despojos, fazendo o que desa­grada ao Se­nhor?» 20Res­pondeu Saul a Sa­muel: «Eu obedeci à voz do Senhor, fui pelo caminho que Ele me traçou, trou­xe Agag, rei dos amalecitas, e exterminei esse povo. 21O povo so­mente tomou dos despojos algumas ovelhas e bois, como primícias do que devia des­truir, para os sacrifi­car ao Senhor, teu Deus, em Guilgal.»

22Samuel replicou-lhe, então:

«Porventura, o Senhor se com­praz tanto nos holocaustos e sacri­fícios
como na obediência à sua pala­vra?
A obediência vale mais do que os sacrifícios,
e a submissão, mais do que a gor­dura dos carneiros.
23 A desobediência é tão culpável como a superstição,
e a insubmissão é como o pecado da idolatria.
Visto, pois, que rejeitaste a pala­vra do Senhor,
também Ele te rejeita e te tira a rea­leza!»

24Saul disse: «Pequei; trans­gredi a ordem do Senhor e as tuas ins­truções, pois tive medo do povo e con­­descendi. 25Agora, peço-te, perdoa o meu pecado e vem comigo, para que eu adore o Senhor.» 26Respon­deu Sa­­muel: «Não irei contigo, por­que rejei­­taste a palavra do Senhor; por isso, o Senhor te rejeita e não quer mais que sejas rei em Israel.»

27Samuel virou as costas para se reti­rar, mas Saul agarrou-o pela ponta do manto, o qual se rasgou. 28Sa­muel disse-lhe: «Deste modo, o Se­nhor arrancou hoje de ti o trono de Israel, a fim de o dar a outro me­lhor do que tu. 29O Es­plendor de Israel não mente nem se arrepende, pois não é um homem para se arre­pender.» 30Saul respon­deu: «Pequei. Mas rogo-te que me hon­­res agora na presença dos an­ciãos do meu povo e diante de Israel. Vem comigo adorar o Senhor, teu Deus!» 31Samuel foi, pois, com Saul, e este adorou o Senhor.

32Disse, então, Samuel: «Trazei-me Agag, rei dos amalecitas.» Agag aproximou-se acorrentado, pensando: «Já passou o perigo de morte!» 33Disse-lhe Samuel: «Assim como a tua es­pa­da privou tantas mães dos seus fi­lhos, assim agora a tua mãe será uma mu­lher sem filhos.» E Samuel executou Agag diante do Senhor, em Guilgal.

34Depois disto, Samuel retirou-se para Ramá, e Saul foi para a sua casa, em Guibeá de Saul. 35O profeta não tornou a ver Saul até ao dia da sua morte. Samuel afligia-se por causa de Saul, porque o Senhor se arre­pen­dera de o ter feito rei de Israel.



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