Sb 13

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As criaturas con­duzem a Deus (Act 14,17; 17,27; Rm 1,19-20)

1Sim, insensatos são todos aque­les homens

em que se instalou a ignorância de Deus

e que, a partir dos bens visíveis,

não foram capazes de descobrir aquele que é,

nem, considerando as obras, reco­nheceram o Artífice.

2Antes foi o fogo, o vento ou o ar subtil,

a abóbada estrelada, ou a água impetuosa,

ou os luzeiros do céu que toma­ram por deuses, governadores do mundo.

3Se, fascinados pela sua beleza, os tomaram por deuses,

aprendam quão mais belo que tudo é o Senhor,

pois foi o próprio autor da beleza que os criou.

4E se os impressionou a sua força e o seu poder,

compreendam quão mais pode­roso é aquele que os criou,

5pois na grandeza e na beleza das criaturas

se contempla, por analogia, o seu Criador.

6Estes, contudo, merecem só uma leve censura

porque talvez se extraviem, ape­nas

por buscarem Deus e quererem encontrá-lo.

7Movendo-se no meio das suas obras, investigam-nas,

mas deixam-se seduzir pela apa­rência,

pois são belas as coisas que vêem.

8De qualquer modo, nem sequer estes são desculpáveis,

9porque, se tiveram tanta capaci­dade

para poderem perscrutar o uni­verso,

como não descobriram, primeiro, o Senhor dessas coisas?


Os ídolos são coisas vãs (15,7-13; Sl 135,15-17; Is 40,18-20; Br 6,4-72)

10Mas mais infelizes são aqueles

que puseram a sua esperança em coisas mortas,

os que chamaram deuses à obra de mãos humanas:

ouro e prata trabalhados com arte,

figuras de animais ou alguma pe­dra inútil, obra de mão antiga.

11Imaginemos um carpinteiro: cor­ta com uma serra um tronco fácil de trabalhar,

tira-lhe cuidadosamente toda a casca,

trabalha-o habilmente

e faz dele um utensílio para uso comum.

12Com o que sobrou da sua obra,

prepara a comida com que fica saciado.

13O último desperdício que não serve para nada,

um pau torto e cheio de nós,

ele toma-o e, nas horas de lazer, trabalha-o,

modela-o com arte para distrair-se

e dá-lhe as feições de um homem,

14ou a figura de um animal des­pre­zível;

depois cobre-o de vermelho, pinta-o de cor encarnada

e faz desaparecer todos os seus defeitos.

15Enfim, prepara-lhe um nicho ade­­quado,

coloca-o na parede e fixa-o com um prego;

16toma precauções para que não caia,

sabendo que ele não pode valer-se a si mesmo,

pois é uma estátua que precisa de ajuda.

17Não se envergonha de falar com aquele objecto sem vida;

mas, quando lhe reza pelos seus bens, pelo seu casamento e pe­los filhos,

pede saúde a quem é fraco,

18pede vida a quem está morto;

pede ajuda a quem não pode so­correr,

pede uma viagem feliz a quem nem sequer pode dar um passo;

19e, para os investimentos, negó­cios e trabalhos,

pede força a quem nem é capaz de mexer as mãos.



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