Sb 11

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Meditação sobre o Êxodo (11,1-19,21)


1Fez prosperar as suas obras pe­las mãos de um santo pro­feta.

2Atravessaram um deserto desa­bi­tado

e montaram as suas tendas em lugares intransitáveis.

3Resistiram aos inimigos

e repeliram os seus adversários.


1.° Contraste: A sabedoria acom­panha Israele castiga o Egipto (Ex 17,1-7; Nm 20,2-13; Dt 8,2-5)

4Tiveram sede e invocaram-te;

deste-lhes, então, água de uma rocha dura,

e numa dura pedra encontrou re­médio a sua sede.

5Assim, isso mesmo que tinha ser­­­vido de castigo aos seus ini­migos

tornou-se para eles benefício nas suas provações.

6Em lugar da água corrente do rio

turvada de sangue e lama,

7em castigo pelo decreto infanti­cida,

deste-lhes, inesperadamente, água abundante,

8depois de lhes teres mostrado, pela sede que então sofreram,

como castigaste os inimigos.

9Quando, pois, foram provados,

embora corrigidos com amor,

compreenderam como deviam ter sofrido os ímpios,

julgados com ira,

10pois a eles os provaste como pai que corrige,

mas a estes os castigaste como rei severo que condena.

11Tanto quando estavam presen­tes como ausentes,

foram igualmente atormentados,

12pois uma dupla pena os atin­giu,

gemendo com a lembrança dos ma­­­les passados:

13quando compreenderam que o seu próprio castigo

era um bem para os outros, re­conheceram que era o Senhor;

14pois aquele que outrora tinham rejeitado, expondo-o,

ao fim dos acontecimentos o admi­raram,

quando sentiram uma sede dife­rente da dos justos.


Moderação do castigo divino para com os egípcios

15Por causa dos pensamentos es­tú­pidos,

inspirados na sua maldade,

que os extraviaram ao ponto de prestar culto

a répteis irracionais e animais desprezíveis,

enviaste-lhes, como castigo, uma multidão de animais irracio­nais,

16para que compreendessem que,

conforme o pecado, assim é o cas­tigo.

17Pois não teria sido difícil à tua mão poderosa,

que criara o mundo de matéria in­forme,

enviar contra eles uma multidão de ursos e leões ferozes

18ou animais de espécies novas, recém-criadas, ferocíssimos,

que exalassem um sopro de fogo,

que expelissem fumo intoxicante

ou lançassem dos olhos relâmpa­gos terríveis,

19capazes não só de os extermi­na­rem com as suas mordeduras,

mas até de os fazerem morrer de ter­ror, pelo seu aspecto repe­lente.

20Mas, mesmo sem isso, eles po­de­riam morrer com um sopro,

perseguidos pela justiça

e dispersos pelo teu sopro pode­roso.

Tu, porém, regulaste tudo com me­­­d­ida, número e peso.

21O teu grande poder está sempre ao teu serviço;

quem poderá resistir à força do teu braço?

22Pois diante de ti, o mundo in­teiro é como um grão de areia na balança,

como a gota de orvalho que de manhã cai sobre a terra.

23Mas Tu tens compaixão de todos, pois tudo podes

e desvias os olhos dos pecados dos homens, a fim de os levar à con­ver­são.

24Tu amas tudo quanto existe

e não detestas nada do que fi­zeste;

pois, se odiasses alguma coisa, não a terias criado.

25E como subsistiria uma coisa, se Tu a não quisesses?

Ou como se conservaria, se não tivesse sido chamada por ti?

26Mas Tu poupas a todos, por­que todos são teus,

ó Senhor, que amas a vida!



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