Nm 22

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III. NA REGIÃO DE MOAB

(22,1-36,13)


ORÁCULOS DE BALAÃO (22,1-24,25)

(Dt 23,5-6; Js 24,9-10; 2 Pe 2,15-16; Jd 11)


O rei de Moab chama Balaão para amaldiçoar Israel1Os filhos de Israel partiram e acamparam nas estepes de Moab, do lado de lá do Jordão, em frente de Jericó. 2Balac, filho de Cipor, viu tudo o que Israel fizera aos amorreus. 3Moab teve muito medo à vista daquele povo tão numeroso; Moab amedrontou-se diante dos filhos de Israel. 4Disse Moab aos anciãos de Madian: «Em breve, esta multidão vai devorar os nossos arredores como o boi devora a erva dos campos!» Depois, Balac, filho de Cipor, rei de Moab, naquele tempo, 5enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, em Petor, que está junto do rio Eufrates, no país do seu povo, para o chamarem, dizendo-lhe: «Eis que um povo saiu do Egipto; já cobre a superfície desta terra e instalou-se na minha frente. 6Agora, pois, vem amaldiçoar por mim esse povo, porque é mais poderoso que eu. Talvez, assim, eu consiga derrotá-lo e expulsá-lo desta terra, porque sei que tudo o que abençoares será abençoado e aquilo que amaldiçoares será amaldiçoado.»

7Partiram os anciãos de Moab e os anciãos de Madian levando consigo o preço do oráculo. Ao chegarem junto de Balaão, transmitiram-lhe as palavras de Balac. 8Mas ele disse-lhes: «Ficai aqui esta noite e eu vos darei a resposta conforme o SENHOR me disser.» Então os chefes de Moab ficaram com Balaão.

9Deus, porém, aproximou-se de Balaão e disse: «Quem são esses homens que estão contigo?» 10Respondeu Balaão a Deus: «Balac, filho de Cipor, rei de Moab, mandou-me dizer: 11‘Eis que o povo que saiu do Egipto já cobre a superfície desta terra. Vem, pois, amaldiçoá-lo por mim. Talvez eu consiga combatê-lo e expulsá-lo.’» 12Mas Deus disse a Balaão: «Não irás com eles; não amaldiçoarás esse povo, porque está abençoado.» 13Balaão levantou-se de manhã cedo e disse aos chefes de Balac: «Voltai para a vossa terra, porque o SENHOR não me deixa ir convosco.» 14Os chefes de Moab retiraram-se, foram ter com Balac e disseram-lhe: «Balaão não quis vir connosco.» 15Balac insistiu em enviar mais chefes e de mais elevada posição que os outros. 16Foram ter com Balaão e disseram-lhe: «Assim fala Balac, filho de Cipor: ‘Não te recuses a vir ter comigo, 17porque te cobrirei de honras e farei tudo quanto me mandares. Vem, pois, amaldiçoar por mim este povo.’» 18Balaão respondeu e disse aos servos de Balac: «Ainda que Balac me desse o recheio da sua casa em prata e ouro, eu não poderia transgredir a ordem do SENHOR, meu Deus, para fazer o que quer que fosse, pequeno ou grande. 19Agora, ficai aqui também vós esta noite e procurarei saber o que o SENHOR tem ainda a dizer-me.» 20Deus veio ter com Balaão durante a noite e disse-lhe: «Já que esses homens vieram chamar-te, levanta-te, vai com eles, mas só farás o que te mandar.»


O anjo do Senhor e Balaão21Levantou-se, pois, Balaão de manhã cedo, aparelhou a sua jumenta e partiu com os chefes de Moab. 22Todavia, Deus irritou-se por ele ter partido e o anjo do SENHOR interpôs-se-lhe no caminho para o impedir. Ele ia montado sobre a sua jumenta e os seus dois criados iam com ele.

23A jumenta viu que o anjo do SENHOR estava de pé no caminho, com a espada desembainhada na mão; então a jumenta desviou-se do caminho metendo-se pelos campos. Balaão vergastou a jumenta para a fazer voltar ao caminho. 24O anjo do SENHOR interpôs-se de novo num carreiro dos vinhedos, com muro de um lado e do outro. 25A jumenta viu mais uma vez o anjo do SENHOR e, encostando-se ao muro, entalou contra ele a perna de Balaão, mas este vergastou-a de novo. 26O anjo do SENHOR adiantou-se de novo e foi colocar-se num lugar apertado, que não permitia desvio para a direita nem para a esquerda. 27Tornando a ver o anjo do SENHOR, a jumenta acolheu-se debaixo de Balaão; este, irritado, começou a espancá-la com o bastão.

28Então, o SENHOR abriu a boca à jumenta, que disse a Balaão: «Que é que te fiz para assim me bateres três vezes?» 29Retorquiu Balaão à jumenta: «Porque troças de mim? Se eu tivesse uma espada à mão, agora mesmo te mataria!» 30A jumenta retorquiu: «Não sou eu a tua jumenta, na qual sempre tens montado até hoje? Estavas acostumado a que eu procedesse assim contigo?» Ele respondeu: «Não.»

31Então o SENHOR abriu os olhos de Balaão e ele viu o anjo do SENHOR de pé, no caminho, com a espada desembainhada na mão; prostrou-se e adorou-o de rosto por terra. 32Disse-lhe o anjo do SENHOR: «Porque vergastaste três vezes a tua jumenta? Fui eu que vim para te impedir, porque esse caminho é contrário a mim. 33A jumenta viu-me e, por três vezes, se desviou de mim; se ela não se tivesse desviado, talvez eu já agora te tivesse matado e a deixaria a ela viva.» 34Balaão respondeu ao anjo do SENHOR: «Pequei, mas não sabia que tu estavas de pé, diante de mim, no caminho; contudo, se isto é mau a teus olhos, voltarei para casa.» 35O anjo do SENHOR, porém, retorquiu a Balaão: «Vai com esses homens, mas só dirás aquilo que eu te mandar dizer.» E Balaão prosseguiu com os chefes de Balac.


Balaão e Balac36Quando Balac ouviu que Balaão tinha chegado, saiu-lhe ao encontro numa cidade de Moab, que estava junto dos confins do Arnon, na extremidade da fronteira. 37Balac perguntou a Balaão: «Porventura não te tinha já mandado chamar? Porque não vieste ter comigo? Acaso, as ofertas não eram suficientes para te honrar?»

38Balaão retorquiu a Balac: «Eis-me, aqui estou contigo! Agora, poderei dizer algo? Direi o que Deus puser na minha boca; isso direi!» 39Balaão seguiu com Balac e chegaram a Quiriat-Huçot. 40Balac sacrificou bois e ovelhas e mandou parte a Balaão e aos chefes que tinham vindo com ele. 41Sucedeu que, de manhã cedo, Balac tomou Balaão e subiram a Bamot-Baal donde se avistava um extremo do acampamento do povo.



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