Dn 1

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I. HISTÓRIA DE DANIEL (1,1-6,29)


Ambiente histórico (2 Cr 36,5-7) 1No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabuco­do­no­sor, rei da Babilónia, veio cercar Jeru­sa­lém. 2O Senhor entregou-lhe Joa­quim, rei de Judá, e uma parte dos objectos do templo; Nabuco­do­no­sor transportou-os ao país de Chi­near e colocou-os na sala do tesouro dos seus deuses.


Daniel e seus companheiros na Babilónia3O rei deu ordem a As­penaz, chefe dos cria­dos, que lhe trou­xesse jovens israe­litas, de ascen­dên­cia real ou de fa­mí­lia nobre, 4sem qualquer defeito, for­­mosos, dotados de toda a espécie de qualidades, ins­truí­dos, inteligentes e fortes. Seriam colocados no palá­cio real e Aspenaz devia ensinar-lhes as letras e a lín­gua dos cal­deus.

5O rei destinou-lhes uma provisão diá­ria de alimentos, reser­vada à emen­ta da mesa real, e do vinho que ele bebia. A formação deles havia de durar três anos, após o que en­tra­riam ao serviço na presença do rei.

6Entre estes, contavam-se Daniel, Hananias, Michael e Azarias, que per­tenciam aos filhos de Judá. 7O chefe dos criados pôs-lhe novos no­mes: a Daniel, o de Beltechaçar, a Hana­nias, o de Chadrac, a Michael, o de Mechac e a Azarias, o de Abed-Nego.

8Daniel tomou a resolução de não se manchar com o alimento do rei e com o vinho que ele bebia. Por isso, pediu ao chefe dos criados para se abster deles. 9Deus fez com que o chefe dos criados acolhesse Daniel com benevolência e amabilidade. 10Mas depois disse-lhe: «Temo que o rei, meu senhor, que determinou o que vós haveis de comer e beber, ve­nha a encontrar o vosso rosto mais magro que o dos outros jovens da mesma idade e assim me exponhais a uma repreensão da parte do rei.»

11En­tão, Daniel disse ao oficial, a quem o chefe dos criados tinha con­fiado o cuidado de Daniel, Hana­nias, Mi­chael e Azarias: 12«Por favor, faz uma experiência de dez dias com os teus servos: que se nos dê apenas legumes a comer, e água a beber. 13De­­­pois disto, compararás o nosso aspecto com o dos jovens que se ali­mentam das iguarias da mesa real e, con­for­me o que tiveres consta­tado, assim agirás com os teus servos.»

14Con­cor­dou com esta proposta e submeteu-os à prova, durante dez dias. 15Ao fim deste prazo, verificou-se que ti­nham melhor aspecto e esta­vam mais robustos que todos os jo­vens que comiam os acepipes da mesa real. 16Como consequência, o oficial retirava as iguarias e o vinho que lhes estavam destinados e man­dava que lhes servissem legumes. 17A estes quatro jovens, Deus deu sabedoria e in­te­ligência no domínio das letras e ciências. Daniel compreendia toda a espécie de visões e sonhos.

18Decorrido o tempo fixado pelo rei para a apresentação dos jovens, o chefe dos criados levou-os à pre­sen­­ça de Nabucodonosor, 19que con­versou com eles. De entre todos os jo­vens, não houve nenhum que pudesse comparar-se a Daniel, Hananias, Mi­chael e Azarias. Por isso, entraram ao serviço na presença do rei.

20Em qualquer assunto de sabe­doria e in­te­ligência que os consul­tasse, o rei achava-os dez vezes supe­riores a to­dos os escribas e magos do seu reino. 21Assim viveu Daniel, até ao pri­mei­ro ano do reinado de Ciro.



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