2 Sm 16

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David e Ciba (9,2-13; 19,18-20) – 1Tendo David descido um pou­co a outra encosta do monte, viu Ciba, servo de Mefiboset, que vinha ao seu encontro com dois jumentos carregados de duzentos pães, cem cachos de uvas secas, cem peças de fruta da estação e um odre de vinho.

2O rei disse-lhe: «Para que é isso?» Ciba respondeu: «Os jumentos são para a família do rei montar; os pães e os frutos são para os teus servos comerem; o vinho, para bebe­rem aque­­les que desfalecerem no de­ser­to.» 3O rei perguntou: «Mas onde está o filho do teu senhor?» Ciba res­pon­deu ao rei: «Ficou em Jerusalém, pen­sando: ‘Hoje a casa de Israel me res­tituirá o reino de meu pai.’» 4O rei disse a Ciba: «Dora­vante, tudo o que possuía Mefiboset te pertencerá.» E Ciba respondeu: «Inclino-me diante de ti e agradeço-te o favor que me fazes, ó meu rei e senhor.»

5Chegou, pois, o rei a Baurim, e saía de lá um homem da parentela de Saul, chamado Chimei, filho de Guera, que, enquanto caminhava, ia proferindo maldições. 6Lançava pe­dras contra David e contra os servos do rei, apesar de todo o povo e todos os guerreiros seguirem o rei, agru­pa­dos à direita e à esquerda. 7E Chi­­mei amaldiçoava-o, dizendo: «Vai, vai embora, homem sanguinário e cri­minoso. 8O Senhor fez cair sobre ti todo o san­gue da casa de Saul, cujo trono usurpaste, e entregou o reino a teu filho Absalão. Vês-te, agora, oprimido de males, por teres sido um homem sanguinário.»

9Então, Abi­sai, filho de Seruia, disse ao rei: «Porque há-de con­ti­nuar este cão morto a insultar o rei, meu senhor? Deixa-me passar, para lhe cortar a cabe­ça.» 10Mas o rei res­pondeu-lhe: «Que te importa, filho de Seruia? Deixa-o amal­diçoar-me. Se o Senhor lhe or­de­nou que amal­di­çoasse Da­vid, quem poderá dizer-lhe: ‘Porque fa­zes isto?’» 11David dis­se também a Abisai e aos seus ho­mens: «Vede! Se o meu pró­prio filho, fruto das mi­nhas entra­nhas, cons­pi­ra con­tra a minha vida, quanto mais agora este filho de Benjamim? Dei­xai-o amal­­diçoar-me, conforme a per­mis­são do Se­nhor. 12Talvez o Se­nhor tenha em conta a minha misé­ria e me venha a dar bens em troca destes ultrajes.» 13David e os seus homens prossegui­ram o seu caminho, mas Chimei se­guia a par dele pelo flanco da mon­ta­nha, amaldiçoando-o, atirando-lhe pe­dras e espalhando poeira no ar.

14O rei e toda a sua tropa chega­ram extenuados. E descansaram ali.


Absalão em Jerusalém15Entre­tanto, Absalão, com todos os seus partidários de Israel, entrou em Je­ru­salém, acompa­nhado de Aitofel. 16Huchai, o erequita, amigo de Da­vid, foi apresentar-se a Absa­lão e disse-lhe: «Viva o rei! Viva o rei!» 17Absa­lão disse-lhe: «É essa a tua gratidão para com o teu amigo? Porque não partiste com ele?» 18Huchai respon­deu-lhe: «De modo nenhum! Eu sou por aquele que o Se­nhor escolheu com todo este po­vo e é com este que fica­rei. 19Além disso, a quem devo servir senão ao seu filho? Como servi a teu pai, assim também te servirei a ti.»

20Absalão disse a Aitofel: «Delibe­rai entre vós o que devemos fazer.» 21Aitofel respondeu-lhe: «Aproxima-te das concubinas de teu pai, que ficaram aqui para guardar o palá­cio. Deste modo, todo o Israel saberá que te tornaste odioso a teu pai, e os teus partidários sentirão maior cora­­gem.»

22Armaram, pois, uma tenda para Absa­lão no terraço e, à vista de todo o Israel, ele foi abusar das concubi­nas de seu pai. 23Naquele tem­po, os conselhos de Aitofel eram con­side­rados como oráculos de Deus; assim eram considerados todos os seus con­selhos, tanto por parte de David como de Absalão.



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