2 Sm 1

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David recebe a notícia da mor­te de Saul (1 Sm 31,1-13) – 1Morto Saul, David regressou da derrota que infligiu aos amalecitas e esteve dois dias em Ciclag. 2Ao terceiro dia, apareceu um homem que vinha do acampamento de Saul, com as ves­tes rasgadas e a cabeça coberta de pó. Chegando perto de David, pros­trou-se por terra e fez-lhe uma profunda reverência. 3David perguntou: «De onde vens?» Res­pondeu ele: «Esca­pei do acampamento de Israel.» 4Disse-lhe Da­vid: «Que aconteceu? Conta-me tudo.» Ele respondeu: «As tropas fugiram do campo de batalha, mui­tos tom­baram, e Saul assim como seu filho Jónatas pereceram.»

5David per­guntou ao mensageiro: «Como sabes que Saul e seu filho Jónatas mor­re­ram?» 6Ele res­pon­deu: «Eu estava por acaso no monte Guilboa quando vi Saul atirar-se so­bre a própria lança, enquanto os car­ros e os ca­va­leiros o perseguiam. 7Ele, voltando-se, viu-me e chamou-me. Eu disse-lhe: ‘Eis-me aqui.’ 8Ele perguntou: ‘Quem és tu?’ Respondi: ‘Eu sou um amalecita.’ 9Con­­tinuou ele: ‘Apro­xima-te e mata-me, porque estou já em agonia e ainda me en­con­tro com vida.’ 10Aproximei-me, pois, e aca­bei de o matar, pois via que ele não podia sobreviver depois da der­rota. Tomei o diadema que tinha na ca­beça e a bracelete do seu braço e trouxe-os ao meu senhor. Ei-los aqui.»

11Então, David rasgou as suas ves­tes, e todos os que estavam com ele o imitaram. 12E prantearam, cho­ra­ram e jejuaram até à tarde, por amor de Saul, de seu filho Jónatas, do povo do Senhor e do povo de Israel, porque tinham sido passados ao fio da espada.

13David perguntou ao mensa­geiro: «De onde és tu?» Ele respondeu: «Eu sou filho de um estrangeiro, de um amalecita.» 14David perguntou-lhe: «Como? Não receaste levantar a mão para matar o ungido do Senhor?»

15E David chamou um dos seus homens e disse: «Vem cá e mata-o!» Este feriu-o, e ele morreu. 16David disse então: «Só tu és o culpado da tua morte. A tua própria boca deu testemunho contra ti, quando dis­seste: ‘Matei o ungido do Senhor.’»


Elegia de David (1 Mac 3,1-9; 14,4-15) 17Então, David compôs a seguinte la­mentação sobre a morte de Saul e de seu filho Jó­na­tas. 18Está escrita no Livro do Justo, e David ordenou que fosse ensinada aos filhos de Judá.

19«A Honra de Israel pereceu sobre as colinas!

Tombaram os heróis!

20Não o conteis em Gat,

nem o descrevais nas ruas de Ascalon,

para que se não regozijem as fi­lhas dos filisteus,

nem saltem de alegria as filhas dos incircuncisos!

21Montes de Guilboa,

não caia sobre vós orvalho nem chuva, campos traiçoeiros,

pois aí foi desonrado o escudo dos heróis.

O escudo de Saul não foi ungido com óleo,

22mas com o sangue dos feridos

e a gordura dos guerreiros.

O arco de Jónatas não recuou ja­mais,

e a espada de Saul jamais deu golpe em vão.

23Saul e Jónatas, amados e glo­rio­sos,

jamais se separaram,

nem na vida nem na morte,

mais velozes do que as águias,

mais fortes do que os leões.

24Filhas de Israel, chorai sobre Saul!

Ele vestia-vos de púrpura sump­tuosa

e ornava de ouro as vossas ves­tes.

25Tombaram os heróis no campo de batalha!

Jónatas, morto sobre as tuas coli­­nas!

26Jónatas, meu irmão, que an­gús­tia sofro por ti!

Como eu te amava!

O teu amor era uma maravilha para mim

mais excelente que o das mu­lheres.

27Como tombaram os heróis

e se destruíram as armas de guerra!»



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