2 Rs 4

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Multiplicação do azeite (1 Rs 17,8-16) – 1Uma mulher, das dos filhos dos profetas, suplicou a Eli­seu, dizendo: «Meu marido, teu servo, morreu, e bem sabes que ele temia o Senhor. Mas eis que agora vem o credor tomar os meus dois filhos para os fazer seus escravos.» 2Eliseu disse-lhe: «Que posso fazer por ti? Diz-me o que tens em tua casa.» Ela respon­deu: «A tua serva só tem em sua casa uma ânfora de azeite.» 3Ele disse-lhe: «Vai pedir em­prestadas às tuas vizinhas ânforas vazias em grande quantidade. 4De­pois entra, fecha a porta atrás de ti e dos teus filhos, enche com o azeite todas essas ân­fo­ras e põe-nas de lado, à medida que estiverem cheias!»

5A mulher partiu dali e fechou-se em casa com os seus filhos. Estes tra­­ziam-lhe as ânforas e ela enchia-as. 6Cheias as ânfo­ras, disse ao filho: «Dá-me mais uma ânfora.» Ele res­pondeu: «Não há mais ânforas.» E o azeite deixou de cres­cer. 7A mulher foi e contou tudo ao homem de Deus, que lhe disse: «Vai e vende esse azei­te para pagar a tua dívida; tu e os teus filhos vivereis do que restar.»


Relato da chunamita (1 Rs 17,17-24) – 8Certo dia, ao atravessar Chuném, veio ao encontro de Eliseu uma mu­lher rica e convidou-o a comer em sua casa. E sempre que por ali passava, ia lá tomar a sua refeição. 9A mu­lher disse ao marido: «Escuta: eu sei que este homem, que passa com frequên­cia por nossa casa, é um santo ho­mem de Deus. 10Preparemos-lhe um pequeno quar­to sobre o terraço, com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada, para que ele ali se possa recolher, quando vier a nossa casa.» 11Ora, um dia, passando Eli­seu por Chuném, recolheu ao quarto para dormir. 12E disse a Guiezi, seu ser­vo: «Chama essa chunamita.» Guie­zi cha­mou-a e ela apresentou-se a Eliseu. 13E ele disse ao seu servo: «Pergunta-lhe: ‘Que posso fazer por ti, em reco­nhecimento do desvelo com que nos tens tratado? Queres que fale por ti ao rei ou ao general do exército?’» Ela respondeu: «Eu vivo em paz no meio do meu povo.» 14Eliseu então disse: «Que se pode fazer por ela?» Respondeu Guiezi: «Ela não tem fi­lhos e o seu marido é idoso.» 15Disse Eliseu: «Chama-a.» Guiezi chamou-a e ela apareceu à porta. 16Eliseu disse-lhe: «Por este tempo, no pró­ximo ano, acariciarás um filho.» Mas ela respondeu: «Não, meu senhor, não zombes da tua escrava, ó ho­mem de Deus!» 17Com efeito, a mu­lher con­ce­beu. No ano seguinte, na mesma época, ela deu à luz um filho, como tinha anunciado Eliseu.

18O menino cresceu. Um dia, indo ter com seu pai, que andava com os ceifeiros, 19disse-lhe: «Ai a minha cabeça! Ai a minha cabeça!» E o pai disse para o criado: «Leva-o à sua mãe.» 20Este levou-o e entregou-o à mãe. Ela teve-o no regaço até ao meio-dia, hora em que o menino mor­reu. 21Subiu, então, deitou o meni­no na cama do homem de Deus, fe­chou a porta e saiu. 22Chamou então o ma­rido e disse-lhe: «Envia-me um criado e uma jumenta, para eu ir depressa a casa do homem de Deus e voltar. 23Ele respondeu-lhe: «Porque vais ter com ele hoje? Não é a Lua-nova, nem Sábado.» Ela disse-lhe: «Tem calma! 24Mandou selar a jumenta e disse ao criado: «Conduz a burra de­pressa e não me dete­nhas no ca­mi­nho, sem que eu te avise.» 25Ela par­tiu e chegou ao lugar onde se encon­trava o homem de Deus, no monte Car­melo, o qual, vendo-a de longe, disse ao seu servo Guiezi: «Aí vem a chunamita. 26Corre ao encon­tro dela e pergunta-lhe se está bem, e se o seu marido e o seu filho estão igualmente bem.» Ela respondeu: «Tu­do vai bem.» 27Mas, ao chegar junto do homem de Deus, na monta­nha, agarrou-se aos seus pés. Guie­zi aproximou-se para a afas­tar, mas o homem de Deus disse-lhe: «Deixa-a, pois a sua alma está amar­gu­rada e o Senhor ocultou-me tudo, nada me revelou.» 28A mulher disse: «Pedi eu, porventura, algum filho ao meu se­nhor? Não te disse que não zom­basses de mim?» 29Eliseu disse a Guiezi: «Aperta o teu cinto, toma na mão o meu bastão e parte. Se en­contrares alguém não o saúdes, e se alguém te saudar, não lhe res­pon­­das. Porás o meu bastão sobre o ros­to do menino.» 30A mãe do me­ni­no exclamou: «Pelo Deus vivo e pela tua vida, juro que não te deixarei!» En­tão, Eliseu levantou-se e seguiu-a.

31Entretanto, Guiezi, que ia à fren­­te deles, pôs o bastão sobre o rosto do menino, mas ele não falava nem sentia. Voltou à procura de Eli­seu e disse-lhe: «O menino não res­sus­ci­tou.» 32Eliseu entrou na casa, onde se encontrava o menino morto em cima da sua cama. 33Entrou, fe­chou a porta, ficando sozinho com o morto, e orou ao Senhor. 34Depois, subiu para a cama, deitou-se sobre o me­nino, colocando a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele, as suas mãos sobre as mãos dele. E encostado, assim, sobre o me­nino, o corpo do menino foi aque­cendo.

35Eliseu levantou-se, deu algu­mas voltas pelo quarto, tornou a subir e a estender-se sobre o menino, que espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36Eliseu chamou Guie­zi e disse-lhe: «Chama a chuna­mita.» Ele chamou-a. A chunamita entrou e Eliseu disse-lhe: «Toma o teu filho.» 37Então, ela lançou-se aos pés de Eliseu, pros­trando-se por terra. Depois, tomou o seu filho e saiu.


Comida envenenada38Quando Eliseu voltou a Guilgal, a fome de­vas­tava o país. Estando os filhos dos pro­fetas sentados diante dele, disse ao seu servo: «Toma numa panela grande e prepara uma sopa para os filhos dos profetas.»

39Um deles foi ao campo colher le­gumes e encontrou uma planta sil­­vestre: colheu dela pepinos bravos, encheu o manto, regressou a casa, cortou-os em pedaços e deitou-os na panela, sem saber o que era. 40Servi­ram aos companheiros para que co­mes­sem. Porém, logo que provaram a comida, eles puseram-se a gritar: «Ó homem de Deus, é a morte que está nesta panela!» E não consegui­ram comer mais. 41Eliseu disse-lhes: «Trazei-me farinha.» Deitou então a farinha na panela e disse: «Serve, agora, para que todos comam.» E já não havia na panela nada de amargo.


Multiplicação do pão42Veio um homem de Baal-Salisa, que trazia ao homem de Deus, como oferta de primícias, vinte pães de cevada e tri­go novo, no seu saco. Disse Eli­seu: «Dá-os a esses homens para que comam.» 43O seu servo respon­deu: «Como po­derei dar de comer a cem pessoas com isto?» Insistiu Eli­seu: «Dá-os a esses homens para que comam. Pois isto diz o Senhor: ‘Comerão e ainda so­brará.’» 44Ele colocou os pães diante deles. Todos comeram e ainda sobe­jou, como o Senhor tinha dito.



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