2 Rs 19

Da wiki Biblia Online
Ir para: navegação, pesquisa

Ezequias recorre a Isaías (Is 37,1-7) – 1Ao ouvir tudo isto, o rei Ezequias rasgou as suas ves­tes, cobriu-se com um saco e en­trou no templo do Senhor. 2Man­dou o prefeito do palácio, Eliaquim, o es­criba Chebna e os anciãos dos sacer­dotes, revestidos de sacos, ao profeta Isaías, filho de Amós, 3para lhe di­zer: «Isto diz Ezequias: Hoje é um dia de angústia, de castigo e de opró­brio. Os filhos estão para nas­cer, e não há força para os dar à luz. 4O Se­nhor, teu Deus, talvez tenha ou­vido as palavras do copeiro-mor en­viado pelo rei da Assíria, seu amo, para insultar o Deus vivo, e talvez o vá punir pelas palavras que ouviu. Roga, pois, por esse resto que ainda subsiste!» 5Os servos do rei Eze­quias foram ter com Isaías, 6que lhes res­pondeu: «Isto é o que deveis dizer ao vosso senhor: Assim diz o Senhor: Não te intimides com as palavras que ouviste e com os ultrajes profe­ridos contra mim pelos servos do rei da Assíria. 7Vou enviar-lhe um espí­rito e há-de receber uma notícia que o fará voltar à sua terra, onde o fa­rei perecer ao fio da espada.»


Regresso do copeiro-mor e carta de Senaquerib (Is 37,8-13) – 8O co­peiro-mor, sabendo que o rei da As­síria deixara Láquis, voltou para junto do seu so­berano, que estava a atacar Libna. 9O rei ouviu dizer de Tiraca, rei dos cuchitas: «Ele acaba de se pôr em mar­cha para te com­bater.» Sena­que­­­rib enviou de novo mensageiros a Eze­quias para lhe di­zer: 10«Isto di­reis a Ezequias, rei de Judá: não te deixes enganar pelo teu Deus, no qual puseste a tua con­fiança, pen­sando que Jerusalém não será en­tre­gue nas mãos do rei da Assíria. 11Ouviste dizer como os reis da Assí­ria trataram todos os países e os devastaram. Só tu é que irias esca­par? 12As nações que os meus ante­passados aniquila­ram, Gozan, Ha­ran, Récef, e os filhos de Éden que estavam em Telassar, foram, por­­ven­tura, libertados pelos seus deu­ses? 13Onde está o rei Ha­mat, o rei de Arpad, o rei de Lair, de Sefar­vaim, de Hena e de Ava?»


Oração de Ezequias (2 Cr 32,20-23;Is 37,14-20) – 14Ezequias recebeu a carta das mãos dos men­sageiros, leu-a, de­pois foi ao templo, e abriu-a diante do Senhor. 15E orou diante dele, di­zendo: «Senhor, Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins, só Tu és o Deus de todos os reinos da terra. Tu fizeste os céus e a terra. 16Inclina, Senhor, os teus ouvidos e ouve! Abre, Senhor, os teus olhos e vê! Ouve, Senhor, a mensa­gem que Senaquerib mandou, para blasfe­mar contra o Deus vivo!

17É ver­dade, Senhor, que os reis da As­síria destruíram as nações, devas­ta­ram os seus territórios, 18e atiraram ao fogo os seus deuses, pois eles não eram deuses, eram apenas objectos feitos pelas mãos do homem, objec­tos de madeira e de pedra. Por isso, foram destruídos. 19Mas Tu, Se­nhor, nosso Deus, salva-nos agora das mãos de Senaquerib, a fim de que todos os povos da Terra saibam que Tu, o Se­nhor, és o único Deus.»


Intervenção de Isaías (Is 37,21-35) – 20Isaías, filho de Amós, man­dou dizer a Ezequias: «Isto diz o Senhor, Deus de Israel: Eu ouvi a oração que me fizeste a respeito de Senaquerib, rei da Assíria. 21Eis o oráculo que o Se­nhor pronunciou contra ele:

“A virgem, filha de Sião, despreza-te e escarnece de ti;

atrás de ti meneia a cabeça a filha de Jerusalém.

22A quem insultaste e ultrajaste?

Contra quem levantaste a voz?

Contra quem ergueste os olhos?

Foi contra o Santo de Israel!

23Pelos teus mensageiros ultra­jas­te o Senhor

e disseste: ‘Com a multidão dos meus carros subirei ao cimo dos montes,

às alturas do Líbano;

derrubarei os seus cedros mais altos,

os seus ciprestes mais belos;

penetrarei até aos últimos limi­tes

dos seus bosques mais espessos.

24Escavei poços e bebi águas de outrem;

e com a planta de meus pés sequei todos os rios do Egipto.’

25Ignoras, acaso, que, do princí­pio, fiz todas estas coisas?

Desde há muito planeei e agora realizo.

Eis porque reduziste a ruínas as cidades fortificadas;

26e os seus habitantes ficaram sem forças,

encheram-se de temor e confu­são,

como o feno dos campos,

como a relva verdejante,

como a erva dos telhados e o trigo queimado,

antes de chegar o tempo da co­lheita.

27Sei quando te sentas,

quando sais e quando entras.

Conheço os teus furores contra mim.

28Pois te enfureceste contra mim

e chegaram aos meus ouvidos as tuas insolências.

Por isso, porei o meu arganel no teu nariz,

e um açaimo na tua boca

e far-te-ei voltar

pelo caminho por onde vieste.”»


29Isto te servirá de sinal: come­rás, este ano, o que a terra produzir espontaneamente; no ano seguinte, o que nascer sem ser semeado; mas, no terceiro ano, hão-de semear e co­lher, hão-de plantar vinhas e come­rão os seus frutos. 30O que ficar da casa de Judá lançará novas raízes na terra e produzirá frutos nos ramos. 31De Jerusalém surgirá um resto, e do monte de Sião sobre­viventes. Fará tudo isto o zelo do Senhor.

32Por­tanto, eis o que diz o Se­nhor sobre o rei da Assíria: Ele não entrará nesta cidade, nem ati­rará flechas contra ela, não a ro­deará de escudos, nem a cercará de trinchei­ras. 33Mas vol­tará pelo cami­nho por onde veio, sem entrar na cidade –oráculo do Senhor! 34Pois defende­rei esta cidade e salvá-la-ei por amor de mim e de David, meu servo.»


Morte de Senaquerib (Is 37,36-38)– 35Nessa mesma noite, o anjo do Se­nhor apareceu no acampa­men­to dos assírios e feriu cento e oitenta e cinco mil homens. No dia seguinte de ma­nhã, só lá havia ca­dá­veres. 36Sena­querib, rei da Assí­ria retirou-se, reto­mou o caminho de sua terra e ficou em Nínive. 37Es­tando ele prostrado no templo de Nisseroc, seu deus, os seus filhos Adramélec e Sarécer ma­taram-no a golpes de espada e fugi­ram para a terra de Ararat. Seu filho Assara­don sucedeu-lhe no trono.



Capítulos

2 Rs 1 2 Rs 2 2 Rs 3 2 Rs 4 2 Rs 5 2 Rs 6 2 Rs 7 2 Rs 8 2 Rs 9 2 Rs 10 2 Rs 11 2 Rs 12 2 Rs 13 2 Rs 14 2 Rs 15 2 Rs 16 2 Rs 17 2 Rs 18 2 Rs 19 2 Rs 20 2 Rs 21 2 Rs 22 2 Rs 23 2 Rs 24 2 Rs 25