1 Sm 28

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Saul consulta a vidente de En-Dor (14,41-43) – 1Aconte­ceu, naqueles dias, que os filisteus mobi­li­zaram as suas tropas para com­ba­ter contra Israel. Aquis disse a David: «Já sabes, tu e os teus ho­mens, que tereis que acompanhar-me na bata­lha.» 2David respondeu: «Agora irás ver do que é capaz o teu servo.» E disse-lhe Aquis: «Confiar-te-ei para sempre a guarda da mi­nha pessoa!»

3Samuel falecera e todo o Israel chorava a sua morte. Sepultaram-no em Ramá, sua cidade. Saul havia ex­­pulsado do país os que pratica­vam a adivinhação e a invocação dos mortos.

4Os filisteus mobilizados foram acampar em Chuném. Saul, reu­nindo as tropas de Israel, foi acampar em Guilboa. 5Ao ver o exército dos filis­teus, Saul afligiu-se e teve um medo enorme. 6E consultou o Se­nhor, que não lhe respondeu, nem pelos sonhos, nem pelas sortes, nem pelos profe­tas.

7Saul disse, então, aos seus servos: «Buscai-me uma mulher que invo­que os espíritos dos mortos, e eu irei consultá-la.» Res­ponderam-lhe eles: «Há uma em En-Dor.» 8Saul disfar­çou-se, mudou de roupa, e pôs-se a caminho com dois homens. Chega­ram de noite à casa da mulher. Saul disse-lhe: «Prediz-me o futuro, invo-cando um morto, e faz-me aparecer quem eu te designar.» 9Respondeu-lhe a mu­lher: «Bem sabes o que fez Saul, ao eliminar os que invocavam os espí­­ritos dos mortos e os adivi­nhos. Por­que me armas ciladas para me ma­tar?» 10Mas Saul jurou-lhe pelo Se­nhor, dizendo: «Por Deus, não te acon­tecerá mal algum.» 11Disse-lhe, então, a mulher: «A quem invocarei para esse assunto?» Respondeu-lhe Saul: «Faz com que me apareça Sa­muel.»

12E a mulher, tendo visto Samuel, soltou um grande grito, e disse a Saul: «Porque me enganaste? Tu és Saul!» 13Disse-lhe o rei: «Não te­mas! Que viste?» Respondeu a mu­lher: «Vi um espírito que subia da terra.» 14Saul replicou: «Qual é o seu aspecto?» Re­plicou: «O de um ancião envolto num manto.» Saul compreendeu que era Samuel e pros­trou-se com o rosto em terra. 15Samuel disse a Saul: «Por­que perturbaste o meu repouso, fa­zendo-me vir aqui?» Respondeu Saul: «Estou numa grande angústia, por­que os filisteus me atacam e Deus retirou-se de mim, não me respon­dendo, nem pelos profetas, nem pe­los so­nhos. Chamei-te para que me digas o que devo fazer.» 16Samuel disse-lhe: «Porque me consultas, uma vez que o Senhor se retirou de ti, tornando-se teu adversário? 17O Se­nhor fez como tinha anunciado pela minha boca. Ele tirará a realeza da tua mão para a dar a outro, a David. 18Não obe­deceste à voz do Senhor e não fizeste sentir aos amalecitas a indig­nação da sua cólera; eis por que o Senhor te tratou como fez hoje. 19Além disso, o Senhor entregará Is­­rael, juntamente contigo, nas mãos dos filisteus. Amanhã, tu e os teus filhos estareis comigo, pois o Senhor entregará aos filisteus o exército de Israel.» 20Saul, atemo­rizado com as palavras de Sa­muel, imediatamente caiu estendido por terra; além disso, estava sem forças, porque nada ti­nha comido em todo o dia.

21A mulher aproximou-se de Saul, e, vendo-o tão transtornado, disse-lhe: «A tua serva obedeceu-te. Expus a minha vida para obedecer à ordem que me deste. 22Ouve também tu a voz da tua serva. Vou dar-te um pouco de alimento, para que comas e reco­bres forças, a fim de retomares o teu cami­nho.» 23Saul, porém, recusou, di­­zendo: «Não co­me­rei.» No entanto, acedeu aos rogos dos seus servos e da mu­lher. Levantou-se do chão e sentou-se na cama. 24A mulher tinha em casa um be­zerro cevado. Apres­sou-se em matá-lo; e, tomando fari­nha, amassou-a, fez com ela pães sem fermento e cozeu-os. 25Serviu-os a Saul e aos seus ho­mens e eles come­ram; depois, levan­ta­ram-se e parti­ram nessa mesma noite.



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