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Trasladação da Arca para o templo (2 Sm 6,10-19; 2 Cr 5,1-14) – 1Então Salomão reuniu junto de si em Jerusalém os anciãos de Israel. Todos os chefes das tribos, os chefes das famílias dos filhos de Israel, para transladarem da cidade de David, em Sião, a Arca da alian­ça do Senhor. 2Todos os homens de Israel se reu­ni­ram na presença do rei Salomão no mês de Etanim, que é o sétimo mês, durante a festa so­lene. 3Quando todos os anciãos de Israel acabaram de chegar, os sacer­dotes transporta­ram a Arca. 4Fize­ram subir a Arca do Senhor, a tenda da reunião, com todos os utensílios sagrados que esta­vam na tenda; fo­ram os sacerdotes e os levitas quem a transportou.

5O rei Salomão e toda a assem­bleia de Israel reunida junto dele caminha­vam à frente da Arca e iam sacri­ficando tão grande quantidade de ovelhas e bois que não se podiam contar nem enume­rar. 6Os sacer­do­tes levaram a Arca da aliança do Senhor para o seu lugar no santuário do templo, o Santo dos Santos, sob as asas dos querubins. 7Com efeito, os querubins es­tendiam as suas asas sobre o lugar da Arca, co­brindo-a e aos seus varais com suas asas. 8Os varais eram tão longos que, mesmo assim, as suas extremidades se po­diam ver do lugar santo, que pre­cede o Santo dos Santos; de fora, porém, nin­guém as conseguia ver. E ainda hoje ali se encontram.

9Na Arca não ha­via senão as duas tábuas de pedra que Moisés lá colo­cara no monte Ho­reb, quando o Se­nhor concluiu a Aliança com os filhos de Israel, ao saírem da terra do Egipto.


A glória do Senhor (Ex 40,34-38; Nm 9,15-23; Ez 43,4-5) – 10Quando os sacer­dotes saíram do santuário, a nuvem encheu o templo do Se­nhor. 11Deste modo, os sacerdotes não puderam ficar ali para exerce­rem o seu mi­nis­tério, por causa da nuvem, já que a glória do Senhor enchia o templo do Senhor. 12Disse então Salomão:

«O Senhor escolheu habitar em nuvem escura! 13Por isso é que eu te edifiquei um palácio, um lugar onde habitarás para sempre.»

14Depois, o rei voltou-se para a as­sembleia de Is­rael e abençoou toda a assem­bleia de Israel, que se manti­nha de pé. 15E disse:

«Bendito seja o Senhor Deus de Israel que por sua boca falou a meu pai David, e por sua mão acaba de cumprir a promessa que lhe fez quan­­do disse: 16 ‘Desde o dia em que fiz sair Israel, meu povo, do Egipto, não escolhi cidade alguma de entre as tribos de Israel, onde fosse edi­fi­cada uma casa para que ali esti­vesse o meu nome; mas escolhi David para reinar sobre o meu povo de Israel.’ 17David, meu pai, teve o de­sejo de edi­ficar um templo ao nome do Senhor, Deus de Israel. 18O Senhor, porém, disse a David, meu pai: ‘Tu tiveste o desejo de construir um templo ao meu nome; e fizeste bem. 19Porém, não serás tu a edifi­car esse templo, mas um teu filho, nascido de ti, é que há-de construir um templo ao meu nome!’ 20O Se­nhor cumpriu a pala­vra que dis­sera: eu sucedi a David, meu pai, e sen­tei-me no trono de Is­rael, como o Se­nhor tinha dito; edi­fi­quei este tem­plo ao nome do Se­nhor, Deus de Is­rael. 21Nele des­tinei um lugar para a Arca, onde se en­contra a Alian­ça do Senhor, Aliança que Ele con­cluiu com nossos pais quando os fez sair da terra do Egipto.»


Oração de Salomão (2 Cr 6,14-42; Sb 9,1-18) 22Depois, Salomão colocou-se diante do altar do Senhor, pe­rante toda a assembleia de Israel; levan­tou as mãos para o céu 23e disse:

«Senhor, Deus de Israel,

não há Deus semelhante a ti,

nem no mais alto dos céus

nem cá em baixo, na terra,

para guardar a misericor­diosa Alian­ça para com os servos,

que an­dam na tua presença, de todo o cora­ção.

24Tu cumpriste sempre as tuas pro­messas

para com o teu servo Da­vid, meu pai.

Tudo o que disseste com a tua boca,

tudo isso cumpriste com a tua mão, como hoje se vê.

25Agora, Senhor, Deus de Is­rael,

rea­liza as promessas que fizeste ao teu servo David, meu pai,

quando lhe disseste:

‘Nunca mais deixará de sentar-se

diante de mim, no trono de Is­rael,

alguém da tua estirpe, desde que os teus filhos tenham o cui­dado de velar pela sua con­duta,

caminhando na minha presença,

como tu mesmo o fizeste sempre.’

26Que agora se cumpra, ó Deus de Israel,

a promessa que fizeste ao teu ser­vo David, meu pai.

27Será que Deus poderia mesmo habitar sobre a terra?

Pois se nem os céus nem os céus dos céus te conseguem conter!

Quanto menos este templo que eu edifiquei?

28Mes­mo assim, atende, Senhor,

meu Deus, a oração e as súplicas do teu servo.

Escuta o grito e a prece que o teu servo hoje te dirige.

29Estejam os teus olhos abertos dia e noite sobre este templo,

sobre este lugar do qual disseste:

‘Aqui estará o meu nome.’

Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar.

30Escuta a súplica do teu servo

e a do teu povo, Israel, quando aqui orarem.

Ouve-os do alto da tua mansão, no céu;

ouve-os e perdoa!

31Se alguém pecar contra o seu pró­­ximo

e, ao ser-lhe imposto um jura­mento de maldição,

vier fazê-lo diante do teu altar, neste templo,

32Tu o ouvirás lá do alto dos céus,

exercerás a justiça entre os teus ser­vos, condenando o culpado,

fazendo cair a sua culpa sobre a sua cabeça,

absolvendo o justo e com­pen­sando-o segundo a justiça.

33Quan­do Israel, teu povo, for der­rotado pelos seus inimigos,

por ter pe­cado contra ti,

se ele voltar para ti glorificando o teu no­me,

se rezar e suplicar neste tem­plo,

34escuta-o lá do céu,

perdoa o pe­­cado de Israel, teu povo,

e recondu-lo à terra que deste a seus pais.

35Quando o céu se fechar

e não houver mais chuva

porque o povo pecou contra ti,

se ele se voltar para este lugar em oração,

der glória ao teu nome e se arre­pender do seu pecado

por causa da aflição que lhe de­cretaste,

36ouve-o lá do céu,

per­doa o pecado dos teus servos

e de Israel, teu povo;

ensina-lhes o bom ca­minho que devem seguir,

e man­da chuva sobre a terra que deste em herança ao teu povo.

37Quando cair sobre a terra a fome, a peste, a fer­rugem,

o tumor maligno e os gafa­nho­tos;

quando o inimigo sitiar o povo nas cidades,

quando houver seja que flagelo for ou epidemia,

38se um homem ou o teu povo,

seja qual for o motivo da sua ora­ção ou da sua súplica,

tomar consciência do fla­gelo que atinge a sua vida

e estender as mãos para este templo,

39Tu escuta-os lá do céu, o lugar onde habitas,

perdoa-lhes e trata-os segundo a sua atitude.

Tu conheces o seu íntimo;

só Tu, de facto, conheces o cora­ção de todos os homens.

40Assim, os filhos de Israel te hão--de temer

enquanto viverem sobre a terra que deste a nossos pais.

41Até o estrangeiro,

que não per­tence ao teu povo de Israel,

se ele vier de um país longínquo, por causa do teu nome,

42se ouvir falar por toda a parte da grandeza do teu nome,

da força da tua mão e do poder do teu braço,

se esse homem vier rezar a este templo,

43Tu ouve-o lá do céu, a casa onde habitas,

atende a tudo quanto te pedir esse estrangeiro.

Assim, todos os povos da terra hão-de conhecer o teu nome,

como Is­rael, o teu povo;

hão-de temer-te e ficarão a saber

que o teu nome é invocado

neste templo que eu edi­fiquei.

44Quando o teu povo partir para a guerra contra os seus inimigos

pelo caminho que lhe tiveres in­di­­cado,

se te rezarem voltados para a ci­dade que escolheste,

para o tem­plo que ergui ao teu nome,

45ouve do alto dos céus as suas ora­ções e sú­plicas

e faz-lhes jus­tiça.

46Quando os filhos de Israel tive­rem pecado contra ti

– porque não há ninguém sem pecado –

e estiveres irritado con­tra eles

até os entregares nas mãos dos seus inimigos

a ponto de se­rem levados prisio­neiros

pelos seus vencedores para um país inimigo,

próximo ou longínquo;

47se na terra do seu exílio, en­tran­do em si,

se arrependerem dos seus peca­dos

e, cativos, te suplicarem desta ma­neira:

‘Pecámos, cometemos a ini­qui­dade, procedemos mal’,

48se eles se voltarem para ti

de todo o cora­ção e de toda a sua alma,

na terra dos seus inimigos

para onde foram levados prisio­nei­ros,

e orarem a ti de rosto voltado

para a terra que deste a seus pais,

para esta cidade que escolheste,

para este templo que eu ergui ao teu nome,

49ouve do alto dos céus,

do alto da tua man­são,

as suas orações e súplicas;

faz-lhes justiça!

50Perdoa ao teu povo todos os pe­cados

e as ofensas que cometeram con­tra ti.

Infunde mise­ri­córdia nos que os retêm cativos

a fim de que tenham compaixão deles.

51É que Israel é o teu povo e a tua herança

que fizeste sair do Egipto,

de uma fornalha de fundir ferro!

52Que os teus olhos se abram

às súplicas dos teus servos e do povo de Israel,

para os ouvires quando te invo­carem!

53Foste Tu, ó Senhor Deus, que os escolheste

de entre todos os povos da terra como tua herança,

como declaraste pela boca do teu servo Moisés

quando fizeste sair os nossos pais do Egipto!»


Bênção de Salomão54Logo que Salomão acabou de dirigir ao Se­nhor esta oração de súplica, levantou-se diante do altar do Senhor, onde esti­vera prostrado de joelhos e de mãos erguidas ao céu. 55De pé, aben­çoou toda a assembleia de Israel, dizendo em voz alta:

56«Bendito seja o Senhor

que deu um lugar de repouso

a Israel, seu povo,

tal como tinha dito;

nenhuma de todas as boas pala­vras

que tinha dito pela boca de Moi­sés, seu servo, ficou sem efeito.

57Que o Senhor, nosso Deus, es­teja connosco

como es­­teve com os nossos pais,

que Ele não nos deixe nem nos abandone;

58que incline para Ele os nossos co­ra­ções,

a fim de que andemos sempre pelos seus caminhos,

observando os seus manda­men­tos,

as leis e os cos­tu­mes que pres­cre­vera a nossos pais.

59Que estas súplicas, que eu acabo de dirigir ao Senhor,

estejam dia e noi­te em sua pre­sença,

de modo que dia a dia Ele faça justiça ao seu ser­vo

e ao seu povo de Israel.

60Assim, todos os povos da terra hão-de reconhecer

que o Senhor é que é Deus,

e que não há outro Deus além dele.

61Que o vosso coração esteja inte­gralmente com o Senhor, nosso Deus,

a fim de viverdes segundo as suas leis

e guardardes os seus mandamen­­tos, como o fazeis hoje.»


Conclusão da festa (2 Cr 7,4-10) – 62O rei e todo o Israel com ele imo­laram vítimas diante do Senhor. 63Salo­mão ofereceu ao Senhor em sacrifício de comunhão vinte e duas mil cabeças de gado graúdo e cento e vinte mil cabeças de gado miúdo. Foi assim que o rei e todos os filhos de Israel realizaram a dedicação do templo do Senhor. 64Nesse dia, o rei consa­grou o interior do átrio que fica em frente do templo do Senhor; foi lá, de facto, que ele ofereceu os holocaustos, as oferendas, assim como a gordura dos sacrifícios de comunhão; pois o altar de bronze que fica diante do Senhor era pe­­queno de mais para comportar os ho­lo­caustos, as oferendas e a gor­dura dos sacrifícios de comunhão.

65Foi nesse tempo que Salomão cele­brou a fes­ta e, com ele, todo o Is­rael; era uma grande assembleia vin­da de Lebó-Hamat até à torrente do Egipto. Permaneceram perante o Se­nhor, nosso Deus, durante sete dias mais sete dias, ou seja, catorze dias. 66No oitavo dia, Salomão despediu o povo; então saudaram o rei e reti­ra­ram-se para as suas tendas, exul­tan­do de alegria em seus corações por todo o bem que o Senhor fizera a Da­vid, seu servo, e a Israel, seu povo.



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