1 Rs 17

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História de Elias (17,1-19,18)


O profeta Elias em Querit e Sarepta (2 Rs 4,1-7; Sir 48,1-11) 1Elias, o tisbita, habi­tante de Gui­­lead, disse a Acab: «Pela vida do Se­nhor, Deus de Israel, a quem eu sirvo, não cairá orvalho nem chuva nestes anos senão à minha ordem.» 2A palavra do Senhor foi-lhe diri­gida nestes termos: 3«Vai-te daqui, dirige-te para Oriente e es­conde-te na torrente de Querit, que fica em frente do Jordão. 4Beberás da tor­rente, e Eu já ordenei aos corvos que te levem lá de comer.» 5Então ele par­tiu segundo a palavra do Senhor e foi morar junto à mar­gem do Que­rit, em frente do Jordão. 6Os corvos traziam-lhe pão e carne, de manhã e de tarde, e ele bebia água da tor­rente. 7Ao fim de algum tempo, a tor­rente secou, pois não cho­via sobre a terra.

8Então o Senhor disse-lhe: 9«Le­­vanta-te, vai para Sarepta de Sídon e fica lá, pois ordenei a uma mulher viúva de lá que te alimente.» 10Ele levantou-se e foi para Sarepta; ao chegar à entrada da cidade, eis que havia lá uma mulher viúva que an­dava a apanhar lenha; chamou-a e disse-lhe: «Vai-me arranjar, te peço, um pouco de água numa vasilha, para eu beber.» 11Ela foi buscar a água e Elias chamou-a e disse-lhe: «Traz-me também um pedaço de pão nas tuas mãos.» 12Então ela res­pondeu: «Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão cozido; tenho apenas um punhado de farinha na pa­nela e um pouco de azeite na ân­fora; mal tenha reunido um pouco de lenha entrarei em casa para pre­parar esse resto para mim e para meu fi­lho; vamos comê-lo e depois morreremos.»

13Elias disse-lhe: «Não tenhas medo; vai a casa e faz como disseste. Disso que tens faz-me um pãozinho e traz-mo; depois é que pre­pararás o resto para ti e para o teu filho. 14Por­­que assim fala o Senhor, Deus de Israel:

‘A panela da farinha não se esgo­tará,
nem faltará o azeite na almo­tolia
até ao dia em que o Senhor man­dar chuva sobre a face da terra.’»

15Ela foi e fez como lhe dissera Elias: comeu ele, ela e a sua família, durante alguns dias. 16Nem a fari­nha se acabou na panela, nem o azeite faltou na almotolia, conforme dissera o Senhor pela boca de Elias.


Ressurreição do filho da viúva (2 Rs 4,18-37; Lc 7,11-17) – 17Depois des­tas palavras, adoeceu o filho desta mulher, a dona da casa; a sua doença era tão grave que já nem conseguia respirar. 18Disse então a mulher a Elias: «Que há entre mim e ti, ho­mem de Deus? Vieste a mi­nha casa para me lembrar o meu pecado e matar o meu filho?» 19Elias respondeu-lhe: «Dá-me o teu filho.»

Tomou-o dos braços da mulher, levou-o para a sala de cima onde ele morava e deitou-o no seu leito. 20De­pois clamou ao Se­nhor, dizendo: «Se­nhor, meu Deus, até a esta viúva jun­to de quem me acolhi como emi­grante, lhe quereis fazer mal a ponto de lhe matares o filho?!» 21Elias es­tendeu-se três vezes sobre o menino e invocou o Senhor, dizendo: «Se­nhor, meu Deus, que a alma deste menino volte a en­trar nele.» 22O Se­nhor ouviu o cla­mor de Elias, e a alma do menino voltou a ele e ele recuperou a vida.

23Elias to­mou o me­nino, desceu do quarto de cima ao interior da casa e entregou-o a sua mãe. Disse então Elias: «Olha! O teu filho está vivo!» 24A mu­lher disse a Elias: «Agora re­co­nheço que és um homem de Deus e que é ver­dadeira a pala­vra que o Senhor põe na tua boca.»



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