1 Rs 12

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II. Divisão do reino Reis de Israel (12,1-22,54)


Roboão em Siquém. Divi­são do reino (11,26-40; 2 Cr 10,1-19) – 1Roboão foi a Siquém, porque todo o Israel se reunira em Siquém para o proclamar rei. 2Ora, quando Jeroboão, filho de Nabat, teve conhe­ci­mento disso encon­trava-se ainda no Egipto, pois tinha fu­gido da pre­sença do rei Salomão e residia no Egipto. 3Mandaram, pois, chamá-lo; Jeroboão veio com toda a assem­bleia de Israel para falarem com Roboão, dizendo: 4«Teu pai tor­nou pesado o nosso jugo; tu, agora, alivia-nos da pesada escravidão de teu pai, do pe­sado jugo que ele nos impôs, e nós te serviremos!» 5Ele respondeu-lhes: «Ide-vos embora; dentro de três dias voltareis à mi­nha presença.» E o povo foi-se em­bora. 6Então o rei consul­tou os anciãos que sempre tinham sido os conselheiros de Salomão, seu pai, enquanto vi­veu, dizendo: «Que me aconselhais que responda a este povo?» 7Eles res­­­pon­deram: «Se hoje te fizeres ser­vo deles, se fores con­descen­dente, se lhes falares com pala­­vras agradá­veis, eles serão teus ser­vidores por todo o sempre.»

8O rei, porém, rejei­tando o con­se­lho que lhe tinham dado os anciãos, foi acon­se­lhar-se junto dos jovens, seus compa­nheiros de infância, e que esta­vam então ao seu serviço. 9E disse-lhes: «A este povo que me disse: ‘Ali­via o jugo que teu pai nos impôs’, que me aconse­lhais vós que responda?» 10Os jovens, seus com­pa­nheiros de in­fân­cia, responderam-lhe, dizendo: «A esse povo que te fa­lou, dizendo: ‘O teu pai tornou pe­sado o nosso jugo; alivia-nos dele’, res­ponderás assim: ‘O meu dedo mindinho é mais grosso do que os rins do meu pai. 11Dora­vante, já que meu pai vos carregou com um jugo pesado, eu vou torná-lo ainda mais pe­sado; meu pai casti­gou-vos com açoi­tes; pois eu vos casti­ga­rei com azo­r­ra­gues!’»

12Jeroboão e todo o povo vieram ter com Roboão ao terceiro dia, con­forme o rei tinha dito: «Vinde ter comigo ao terceiro dia.» 13O rei res­pondeu asperamente ao povo, des­pre­zando o conselho que os anciãos lhe tinham dado, 14e falou-lhes con­forme o acon­selharam os jovens di­zendo: «Meu pai impôs-vos um jugo muito pesado? Pois eu vos aumen­ta­rei ainda o peso! Meu pai casti­gou-vos com açoites? Pois eu vos casti­garei com azorra­gues!» 15O rei não ouviu o povo, pois foi este o meio usado indirecta­mente pelo Senhor para cumprir a sua pa­la­vra, que Ele dissera a Jeroboão, fi­lho de Nabat, por meio de Aías de Silo.

16Todo o Israel viu então que o rei não queria ouvi-los, e replicaram assim ao rei: «Que temos nós a ver com David? Nós não temos herança com o filho de Jessé! Vai para as tuas tendas, Israel! A partir de agora, cuida da tua casa, David!» E Israel foi para as suas tendas. 17Mas Ro­boão continuou a reinar sobre os fi­lhos de Israel que ficaram nas cida­des de Judá. 18O rei Roboão dele­gou Adoram como superintendente dos tributos, mas todo o Israel o apedre­jou e ele morreu. Então o rei Roboão saiu pre­cipitadamente no seu carro e fu­giu para Jerusalém. 19Israel es­teve em revolta contra a casa de David até ao dia de hoje.

20Quando todo o Israel teve co­nhe­cimento de que Jeroboão tinha regressado, man­da­ram-no chamar à assembleia e no­mea­ram-no rei sobre todo o Is­rael. Não houve quem se­guisse a casa de David a não ser uni­­camente a tribo de Judá. 21Ro­boão chegou a Jerusa­lém, reuniu toda a casa de Judá e a tribo de Benjamim, ou seja, cento e oitenta mil guerrei­ros de elite, para lutar contra a casa de Israel, a fim de restituir o reino a Roboão, filho de Salomão. 22Foi en­tão que a pala­vra de Deus foi diri­gida ao ho­mem de Deus Chemaías, dizendo: 23«Fala a Roboão, filho de Sa­lomão, rei de Judá, e a toda a casa de Judá e Ben­jamim e ao restante povo e diz-lhes: 24Assim fala o Se­nhor: ‘Não façais guerra contra os vossos ir­mãos, os filhos de Israel! Volte cada qual para a sua casa, pois fui Eu mesmo quem provocou este aconte­ci­mento.’» Eles ouviram as pa­lavras do Se­nhor e voltaram para proce­de­rem segundo a palavra do Senhor.


Reinado de Jeroboão (931-910). Cis­ma religioso25Jeroboão edi­ficou Siquém na montanha de Efraim e viveu ali. Depois saiu de lá e edifi­cou Penuel. 26E disse Jero­boão para consigo: «Como as coisas estão, pode muito bem o reino voltar para a casa de David. 27Se este povo con­tinua a su­bir à casa do Senhor que está em Jerusalém para aí oferecer sacrifí­cios, o coração deste povo é capaz de regressar a Roboão, seu senhor, rei de Judá! Hão-de esmagar-me e re­gressarão a Roboão, rei de Judá.» 28Então, o rei deliberou para consigo e mandou fazer dois bezerros de ouro e disse-lhes: «Vós tendes subido a Jerusalém com dema­siada frequên­cia. Aqui estão os vossos deuses, ó Israel, aqueles que vos fizeram sair da terra do Egipto.»

29E colocou um em Betel e o outro em Dan. 30Nisto consistiu o pecado: o povo pôs-se em marcha à frente de um dos bezerros até Dan. 31Jero­boão construiu tem­plos nos lugares altos, nomeou sacer­dotes de entre a massa do povo, que não eram filhos de Levi. 32Jeroboão instituiu ainda uma festa no oitavo mês, no décimo quinto dia do mês, como a festa que se cele­brava em Judá; ele mesmo subiu ao altar. Assim fez também em Betel, para sa­crificar aos bezerros que tinha man­dado fa­zer. Estabeleceu em Be­tel sa­cerdo­tes dos lugares altos que tinha instituído. 33No décimo quinto dia do oitavo mês, data que por seu arbí­­trio instituira, subiu ao altar que levantara em Betel; celebrou uma festa para os filhos de Israel e ele mesmo subiu ao altar para queimar o incenso.



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