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A rainha de Sabá em Jeru­salém (2 Cr 9,1-12; Mt 12,42) – 1A rainha de Sabá, tendo ouvido falar da fama que Salomão alcan­çara para glória ao Senhor, veio pô-lo à prova por meio de enigmas. 2Che­gou a Je­ru­salém com um sé­quito muito im­portante, com came­los carregados de aromas, enorme quantidade de ouro e pedras precio­sas. Tendo-se apre­sentado a Salo­mão, falou-lhe de tudo quanto trazia na ideia. 3Salomão res­pondeu-lhe a tudo; nenhuma ques­tão foi tão enre­dada que o rei lhe não desse solu­ção. 4A rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão bem como a casa que ele tinha cons­truído; 5viu as provisões da sua mesa e o alo­­ja­mento dos seus criados, as habita­ções e os uniformes dos seus oficiais, os copeiros do rei e os holocaustos que imolava no templo do Senhor, e ficou deslumbrada. 6Disse então ao rei: «É realmente verdade o que te­nho ouvido na minha terra acerca das tuas palavras e da tua sabe­do­ria. 7Não quis acreditar nisso antes de vir aqui e ver com meus próprios olhos; ora o que me diziam não era sequer metade; tu ultrapassas em sabedoria e dignidade tudo quanto até mim tinha chegado. 8 Felizes os teus homens, felizes os teus servos que estão sempre contigo e ouvem a tua sabedoria! 9Bendito seja o Se­nhor, teu Deus, a quem aprouve colocar-te sobre o trono de Israel. É porque o Senhor ama Israel com amor eterno que Ele te constituiu rei para exercer o direito e a jus­tiça.»

10Depois ela deu ao rei cento e vinte talentos de ouro e grande quan­tidade de perfumes e pedras precio­sas. Jamais se tinha acumulado tão grande quantidade de perfumes como os que a rainha de Sabá ofereceu ao rei Salomão. 11A frota de Hiram que trazia o ouro de Ofir trouxe também grande quantidade de madeira de sândalo e pedras preciosas. 12Com esta madeira de sândalo, o rei fez cor­rimões para o templo do Senhor e para o palácio real, assim como cíta­ras e harpas para os cantores; jamais para ali ti­nha vindo tanta madeira de sân­dalo, nem tanta se viu ali até ao dia de hoje. 13Por sua parte, o rei deu à rainha de Sabá tudo quanto ela quis e lhe pediu, sem contar já os pre­sentes que Salomão lhe ofereceu, com a magnificência de um rei como ele.


Riquezas de Salomão (2 Cr 9,13-28) – 14O peso de ouro que anual­mente chegava às mãos de Salomão atin­gia os seiscentos e sessenta e seis talentos, 15sem contar o tributo que recebia dos grandes e pequenos co­merciantes, dos reis da Arábia e de todos os governadores do país. 16O rei Salomão mandou fazer duzen­tos escudos de ouro fino, para cada um dos quais era preciso empregar seis­centos siclos de ouro; 17e trezentos escudos mais peque­nos, igualmente em ouro fino, para cada um dos quais eram precisas três minas de ouro; colocou-os de­pois na casa da Flo­resta do Líbano. 18O rei mandou fazer tam­bém um trono de marfim, revestido de ouro fino. 19 Esse trono tinha seis de­graus; a parte superior, o dossel, era redondo; de cada lado do assento havia dois braços; ao lado dos bra­ços, dois leões. 20De cada lado dos seis degraus, outros doze leões. Nada de semelhante jamais fora feito em ne­nhum outro reino. 21To­das as taças do rei Salomão eram de ouro, e de ouro fino eram igualmente todas as taças da Flo­resta do Líbano; nenhuma era de prata; esta não tinha qual­quer valor nos tempos de Salomão. 22O rei tinha no mar uma frota de naus de Társis a navegar com a frota de Hi­­ram; de três em três anos chega­vam de Társis os navios car­regados de ouro e prata, de dentes de ele­fante, macacos e pavões. 23As­sim, o rei Sa­lo­mão tornou-se o maior de todos os reis da terra, em riqueza e sabe­do­ria. 24Toda a terra ansiava por ver a face de Salomão, para po­der ouvir a sabedoria que Deus tinha derra­mado no seu coração. 25Todos lhe traziam as suas ofertas: objectos de prata e de ouro, vestuário, armas, aro­mas, ca­­va­­­­los e burros; e isto, todos os anos.

26Salomão reuniu carros e cava­lei­­ros: tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros que levou para as cidades onde tinha cavala­ria, e para junto de si, em Jerusa­lém. 27Fez com que em Jerusalém a prata fosse tão abundante como as pedras, e os cedros tão numerosos como os sicó­moros da planície. 28Os cavalos de Salomão eram prove­nien­­tes do Egi­p­to e de Qué; os mercado­res do rei compravam-nos em Qué. 29Um carro trazido do Egipto ficava-lhe por seis­centos siclos de prata, e um cavalo, por cento e cinquenta siclos; e assim era também para todos os reis hiti­tas e dos arameus, que os adqui­riam por intermédio dos seus mercadores.



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