1 Mac 5

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Judas faz guerra aos povos vizinhos – (2 Mac 10,14-33; 12, 10-31) 1Quando os povos circun­vizinhos ouvi­ram falar da recons­trução do altar e da restauração do templo, encoleri­zaram-se sobrema­neira 2e decidiram exterminar toda a raça de Jacob que vivesse no meio deles, começando a matá-los e a per­segui-los. 3Dado que eles perse­guiam deste modo a Israel, Judas atacou os filhos de Esaú na Idu­meia, junto de Acrabata, infli­giu-lhes uma grande derrota, esmagou-os e apode­rou-se dos seus despojos.

4Lembrou-se igualmente da mal­dade dos filhos de Bean, que eram uma armadilha e um perigo para o seu povo, por causa das emboscadas que arma­vam nos caminhos. 5Obri­gou-os a refu­gia­rem-se nas suas tor­res, sitiou-os, exter­minou-os e incen­diou as torres, que arderam com todos os que ali se encontravam.

6Dali, marchou contra os amoni­tas, onde deparou com um forte exér­­cito e numeroso povo, sob o comando de Timóteo. 7Travou com eles nume­rosos combates, até que os derrotou e destroçou totalmente. 8Apoderou-se da cidade de Jazer e das suas al­deias e regressou, depois, à Ju­deia.


Campanhas contra a Galileia e Guilead9As nações de Guilead coligaram-se contra os israelitas que habitavam o seu território, com o propósito de os exterminar; contudo, eles refugiaram-se no forte de Dá­tema. 10Enviaram a Judas e aos seus irmãos uma mensagem, nestes ter­mos: «As nações que nos cercam uni­ram-se contra nós e que­rem exter­minar-nos. 11Preparam-se para vir to­mar a fortaleza em que nos acha­mos refugiados. Timóteo comanda as suas tropas. 12Vinde, pois, sem de­mora, livrar-nos das suas mãos, por­que muitos dos nossos já caíram mortos. 13Mataram todos os irmãos que se achavam na região de Tob, levaram consigo as suas mu­lheres, os seus filhos e os seus bens, pere­cendo, ali, perto de mil homens.»

14Es­­tavam ainda a fazer a leitura des­ta carta, quando chegaram outros da Galileia, com as vestes esfarra­pa­das e portadores de idênticas notí­cias, 15dizendo: «Coligaram-se con­tra nós as nações de Ptolemaida, de Sí­don, de Tiro e de toda a Galileia, para nos aniquilar.»

16Logo que Judas e o povo ou­viram semelhantes notícias, organi­za­ram uma grande assembleia, para deliberar sobre o que se deveria fa­zer pelos irmãos atribulados e atacados por aquela gente. 17Judas disse ao seu irmão Simão: «Escolhe homens e vai livrar os teus irmãos da Galileia; Jó­natas, meu irmão, e eu vamos à terra de Guilead.» 18Para guardar a Judeia deixou ali José, filho de Zacarias, e Azarias, chefe do povo, à frente do resto do exército, 19dando-lhes esta ordem: «Go­vernai este povo mas, até à nossa volta, evitai toda a luta com os gentios.»

20Simão tomou três mil homens para se dirigir à Galileia, e Judas oito mil, para ocupar a terra de Gui­lead. 21Simão partiu para a Galileia e, depois de muitos combates com os gentios, derrotou-os 22e perseguiu-os até às portas de Ptolemaida. Caí­ram mortos cerca de três mil gentios e ele apoderou-se dos seus despojos. 23Com grande júbilo, con­duziu à Judeia os judeus que se encontravam na Gali­leia e em Ar­bata, com as suas mu­lhe­res, os seus filhos e tudo quanto possuíam.

24Judas Macabeu e o seu irmão Jónatas atravessaram o Jordão e caminharam três dias pelo deserto. 25Encontraram os nabateus, que os receberam pacificamente e lhes con­taram tudo o que acontecera aos seus irmãos, em Guilead, 26refe­rindo que muitos deles tinham sido aprisio­na­dos em Bosra, em Bosor, em Alema, em Casfo, em Maqued e em Car­naim, todas elas cidades grandes e forti­fi­cadas. 27Estão tam­bém prisioneiros, acrescentaram eles, nas outras cida­des de Guilead. Os inimigos prepa­ram-se para ata­car e tomar amanhã as suas forta­le­zas e exterminar, num só dia, todos os judeus. 28Imedia­ta­mente Judas mudou de caminho, com os seus homens atravessou o deserto, para che­gar a Bosra de sur­presa. Apode­rou-se da cidade, man­dou passar a fio de espada todos os homens, apo­derou-se dos despojos e incendiou a cidade. 29Na mesma noite partiu e avançou para a fortaleza. 30Ao rom­per do dia, os seus homens, levan­tando os olhos, viram uma mul­tidão incalculável com escadas e má­qui­nas de guerra, dispostos para to­mar a fortaleza. E combateram-nos. 31Ju­­das percebeu que o ataque come­çava e ouviu que, da cidade, se erguia um grande clamor, ao som de trom­be­­tas, 32e disse aos seus ho­mens: «Com­­batei pelos vossos irmãos.» 33Dividiu-os em três batalhões e apareceu na retaguarda do inimigo, tocando trom­betas e clamando a Deus em oração.

34O exército de Timóteo, ao ver que era Macabeu, fugiu diante dele. So­freu uma grande derrota e, na­quele dia, tombaram oito mil homens. 35Ju­­das avançou, em segui­da, contra Ale­ma, atacou-a e tomou-a de assalto. Matou todos os ho­mens, tomou os des­pojos e incendiou-a. 36Partiu dali e apoderou-se de Casfo, de Maqued, de Bosor e de outras cidades de Guilead.

37Depois disto, Timóteo reuniu ou­tro exército e acampou do outro lado da torrente, em frente de Ra­fon. 38Ime­­diatamente Judas man­dou ex­plo­rar o acampamento, e vie­ram dizer-lhe: «Juntaram-se contra nós todas as nações circun­vizinhas, que for­mam um poderoso exército. 39Além disso, tomaram a soldo mercenários ára­bes e acamparam do outro lado do rio, dispostos a atravessá-lo, para te atacar.» Judas marchou ao en­con­tro deles.

40Timóteo dera estas instruções aos capitães do seu exército: «Se Ju­das atravessar primeiro a torrente, para vir contra nós, não lhe pode­re­mos resistir, porque nos vencerá facil­mente. 41Mas, se tiver medo de atra­vessar o rio e acampar do outro lado, nós atravessaremos, iremos con­tra ele e venceremos.» 42Ora, logo que chegaram à torrente, Judas dispôs ao longo do rio os escribas do povo, com a seguinte ordem: «Não deixeis que ninguém acampe aqui, mas deve­rão ir todos ao ataque.» 43Ele foi o primeiro a atravessá-lo, e seguiu-o todo o povo. Os gentios foram derro­tados, arremessaram as armas e fu­gi­ram para o templo de Carnaim. 44Os homens de Judas, porém, apo­de­­raram-se da cidade e incendia­ram o templo, com todos os que ali se en­contravam. Carnaim foi assolada e não pôde resistir a Judas.

45Este reuniu todos os israelitas judeus do país de Guilead, do maior ao mais pequeno, as mulheres, as crianças e os haveres, uma multi­dão inumerável, para os conduzir à terra de Judá. 46Caminharam até Efron, cidade grande e bem forti­fi­cada, que se achava no seu cami­nho. Não se podia contornar nem pela direita, nem pela esquerda, mas era preciso atravessá-la. 47Os habitantes entrin­cheiraram-se e taparam as portas com pedras. Judas enviou-lhes men­sagei­ros com palavras de paz, dizendo-lhes: 48«Va­mos atravessar a vossa terra, para irmos para a nossa, e nin­guém vos fará mal; apenas passa­re­mos a pé.» Mas eles não lhe quise­ram abrir as portas. 49Então, Judas ordenou que cada um, no seu posto, se dispu­sesse para a luta. 50Todos os homens do exército tomaram posi­ções e, du­rante todo o dia e toda a noite, ata­caram a cidade, que caiu nas suas mãos. 51Pas­saram a fio de espada to­dos os ho­mens, destruí­ram comple­ta­mente a cidade, apoderaram-se dos des­pojos e atravessaram-na por cima dos cadá­veres. 52Passado o Jordão, chegaram à grande planície em frente de Bet-Chan. 53Judas, na retaguarda, não cessava de juntar os retardatários e de encorajar a multidão, até che­ga­rem à terra de Judá. 54Escalaram a montanha de Sião com alegria e regozijo e ofe­re­ceram holocaustos, por terem vol­tado a salvo, sem que hou­vesse pere­cido nenhum deles.


Combates na zona marítima (2 Mac 12,32-45) – 55Enquanto Ju­das e Jóna­tas estavam em Guilead, e o seu ir­mão Simão se encontrava na Gali­leia, em frente de Ptole­mai­da, 56José, filho de Zacarias, e Aza­rias, chefes das suas tropas, soube­ram dos seus feitos he­rói­cos e das suas batalhas, 57e disse­ram: «Torne­mos também nós célebre o nosso nome, combatendo contra as nações vizi­nhas.» 58Deram ordens às suas tropas para marcharem contra Jâ­mnia. 59Mas Górgias saiu da ci­dade com os seus homens, para se lhes opor. 60José e Azarias foram derro­ta­dos e perseguidos até às fron­tei­ras da Judeia. Pereceram, naquele dia, cerca de dois mil homens do povo de Israel. 61O povo sofreu esta grande derrota por não ter obede­cido a Ju­das e aos seus irmãos, jul­gando-se capazes de grandes faça­nhas. 62Mas eles não pertenciam à raça desses homens, a quem foi dado salvar Is­rael. 63Pelo contrário, o heróico Ju­das e os seus irmãos alcançaram grande glória diante de Israel e de todas as nações a cujos ouvidos chegava a sua fama. 64To­dos os rodeavam no meio de acla­mações. 65Logo a seguir, Judas e os seus irmãos partiram para com­ba­ter os filhos de Esaú, que habita­vam ao sul. Apoderou-se de Hebron e dos seus arrabaldes, destruiu as fortificações e queimou as suas tor­res e muralhas. 66Partiu dali e foi ata­car o país dos filisteus e atraves­sou Ma­re­cha. 67Naquele dia, perece­ram alguns sacerdotes que, para dar provas da sua valentia, saíram imprudente­mente para a luta. 68Ju­das voltou-se contra Asdod, na terra dos filisteus, destruiu os altares, queimou os ído­los, saqueou as cida­des, regres­sando com os despojos à terra de Judá.



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