1 Mac 4

Da wiki Biblia Online
Ir para: navegação, pesquisa

Novas vitórias de Judas (2 Mac 8,23-29.34-36) – 1Górgias tomou consigo cinco mil homens e mil cava­leiros escolhidos, e partiu ao anoi­te­cer, 2a fim de surpreender o exército dos judeus e atacá-lo de surpresa. Os homens da cidadela serviam-lhe de guia. 3Mas Judas soube-o e, com os seus destemidos companheiros, saiu para atacar as forças do rei que estavam em Emaús, 4enquanto o grosso do exército es­tava espa­lhado na planície. 5Gór­gias chegou à noite ao campo de Judas, mas não encon­trou ninguém. Procurou-os, então, nas montanhas, dizendo: «Fu­giram de nós.»

6Mas Judas apareceu na planí­cie, logo ao raiar do dia, com três mil homens, que não tinham as espadas e os escudos que deseja­vam. 7Viram o campo dos gentios forte, entrin­chei­­rado, cercado de cavalaria, formado por homens prontos para o combate. 8Judas disse aos que o acompa­nha­vam: «Não temais o seu grande nú­mero, nem receeis o cho­que. 9Lem­brai-vos como os nossos pais foram salvos no mar Vermelho, quando o faraó os perseguiu com o seu exér­cito. 10Elevemos, agora, ao céu a nossa voz, na esperança de que Ele se com­padeça de nós, se lembre da aliança com os nossos antepas­sados e esma­gue, hoje, este exército diante dos nos­sos olhos. 11Todas as nações saberão que Israel tem um libertador e um salvador.»

12Levan­tando os olhos, os gentios viram-nos avançar contra eles 13e saí­ram do campo para os combater. Os solda­dos de Judas tocaram as trom­betas. 14Travou-se a batalha, mas os ini­migos foram derrotados e fugi­ram através da planície. 15Todos os que se atra­saram, pereceram ao fio da es­­pada. E os vencedores perse­gui­ram-nos até Guézer e até às planícies da Idu­meia, de Asdod e de Jâmnia. E su­cum­biram cerca de três mil. 16Ju­das, regressando da perseguição, 17disse às suas tropas:

«Não vos apo­dereis dos despojos, porque nos es­pera outro combate. 18Górgias está perto de nós, na mon­tanha, com as suas forças. Por agora, enfrentai o ini­migo e com­batei; de­pois, podereis apoderar-vos dos des­pojos, com segu­­rança.»

19Com efeito, Judas ainda falava, quando apareceram alguns homens de Górgias, descendo da montanha. 20Ao verem que o exér­cito tinha sido posto em fuga e o campo era pasto das chamas, por­que o fumo que se via indicava bem o que acontecera, 21encheram-se de grande medo, que aumentou quando viram o exército de Judas na pla­ní­cie, pronto para o combate, 22e fu­gi­ram todos para a terra dos filis­teus.

23Então, Judas voltou para reco­lher os despojos do campo e os seus ho­mens apodera­ram-se de muito ouro, prata, púrpura violeta e marinha e grandes riquezas. 24No regresso, can­tavam hinos e eleva­vam ao céu os louvores ao Senhor: «Porque Ele é bom e o seu amor é eter­no.» 25Is­rael salvou-se, naquele dia, com esta gran­de vitória. 26Os pagãos, que es­ca­pa­ram foram contar a Lí­sias os acon­teci­mentos, 27o qual, ao ouvir as notí­­cias, ficou consternado e aba­tido, por­que Israel não fora tratado, se­gundo o que prometera e con­for­me o rei orde­­nara.


Primeira campanha de Lísias (2 Mac 11,1-12) – 28No ano seguinte, Lísias reuniu sessenta mil homens escolhidos e cinco mil cavaleiros, para combater os judeus. 29Este exército veio pela Idumeia, acampar em Bet-Sur. Judas marchou ao seu en­con­tro, com dez mil homens. 30À vista de tão poderoso exército, orou, nestes termos: «Sê bendito, Salva­dor de Is­rael! Tu que quebraste o ímpeto do gigante pela mão do teu servo David, e entregaste o exército dos filisteus nas mãos de Jónatas, filho de Saul, e do seu escudeiro, 31en­trega este exér­cito nas mãos do teu povo de Israel e confunde os nossos ini­mi­gos com as suas tropas e a sua cava­laria. 32In­funde-lhes ter­ror, abate-lhes a pre­sun­çosa con­fiança no seu poder e envergonha-os na sua derrota. 33Der­­rota-os com a espada dos que te amam e que todos aqueles que co­nhecem o teu nome cantem os teus louvores.»

34Travou-se o combate e, do exér­cito de Lísias, tombaram cinco mil homens, que sucumbiram diante deles. 35Lísias, ao ver a fuga do seu exército e a audácia dos judeus dis­postos a viver ou a morrer gloriosa­mente, voltou para Antioquia a fim de recrutar mais mercenários, com o propósito de reaparecer na Judeia com um exército mais forte.


Purificação do templo36Judas e os seus irmãos disseram então: «Os nossos inimigos estão aniquilados; subamos, pois, purifiquemos e res­tauremos o santuário.»

37Reunido todo o exército, subiram ao monte de Sião. 38Ao verem a de­so­­lação do santuário, o altar pro­fa­nado, as por­tas queimadas, os átrios cheios de ervas, nascidas como num bosque ou nos montes, e os aposen­tos demo­li­dos, 39rasgaram as vestes, lamen­ta­­ram-se e deitaram cinza sobre a cabeça. 40Prostraram-se com o rosto por terra, tocaram as trom­betas e clamaram ao céu. 41Então, Judas mandou um destacamento a comba­ter os soldados da cidadela, en­quanto purificavam o santuário. 42De­pois, escolheu sacerdotes irrepreen­sí­veis e zelosos pela lei, 43que puri­ficaram o templo e transportaram para um lugar impuro as pedras con­tamina­das.

44Deliberaram entre si o que se deveria fazer do altar dos holo­caus­tos, que fora profanado, 45e to­ma­ram a boa resolução de o demo­lir, para que não recaísse sobre eles o opró­brio vindo da profanação dos gen­tios. Destruíram-no, portanto, 46e trans­por­taram as pedras para um lugar conveniente sobre a monta­nha do templo, até que viesse algum pro­feta e decidisse o que se lhes devia fazer. 47E arranjaram as pedras intactas, segundo a lei, e construí­ram um novo altar, semelhante ao primeiro. 48Res­tauraram também o templo e o inte­rior do templo e purificaram os átrios. 49Fizeram no­vos vasos sagrados e transportaram para o santuário o candelabro, o altar dos perfumes e a mesa. 50Quei­maram incenso sobre o altar, acen­deram as lâmpadas do candelabro, para iluminar o templo, 51colocaram pães sobre a mesa e sus­penderam os véus, terminando com­pletamente o trabalho empreendido.

52No dia vinte e cinco do nono mês, que é o mês de Quisleu, do ano cento e quarenta e oito, levantaram-se muito cedo 53e ofereceram um sa­crifício, segundo a lei, sobre o novo altar dos holocaustos, que tinham levantado. 54Precisamente no mes­mo dia e na mesma hora em que os gentios o tinham profanado, o altar foi de novo consagrado ao som de cân­ticos, harpas, liras e címbalos. 55Todo o povo se prostrou com o rosto por terra, para adorar e bendizer aquele que lhes deu tão feliz triun­fo. 56Du­rante oito dias celebraram a dedi­cação do altar e, com alegria, ofere­ceram ho­lo­caustos e sacrifícios de comu­nhão e de acção de graças. 57Ador­naram a fachada do templo com coroas de ouro e com pequenos escudos, consagra­ram as entradas do templo e as salas, nas quais colo­caram portas.

58Foi grande a alegria do povo, e foi afas­tado o opróbrio in­fligido pe­las na­ções. 59Judas e seus irmãos, assim como toda a assem­bleia de Israel, estabeleceram que os dias da dedi­ca­ção do altar fossem celebrados, cada ano, na sua data própria, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Quis­leu, com alegria e rego­zijo. 60Nessa ocasião, cercaram a mon­­tanha de Sião com uma alta mura­lha e fortes torres, para que os gentios não viessem derrubá-las, como ou­trora tinham feito. 61Judas pôs ali tro­pas para a guardar e fortificou tam­bém Bet-Sur, a fim de que o povo tivesse uma fortaleza de protecção frente à Idumeia.



Capítulos

1 Mac 1 1 Mac 2 1 Mac 3 1 Mac 4 1 Mac 5 1 Mac 6 1 Mac 7 1 Mac 8 1 Mac 9 1 Mac 10 1 Mac 11 1 Mac 12 1 Mac 13 1 Mac 14 1 Mac 15 1 Mac 16