Igreja Católica

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A profecia da palavra e do gesto

bento_xvi_em_fatimaFátima – Mês de Maio – Mês do coração.

Em Fátima pulsa o coração de Cristo, Ele que «em tudo tem o primeiro lugar», sobretudo em amar-nos até ao extremo de Se entregar e dar a sua vida por nós.

Em Fátima, pulsa o coração de Maria, a Mãe, ela de quem, os Evangelhos, nos dão a última palavra: «Fazei o que Ele vos disser». (Jo 2,5)

Em Fátima, há 93 anos, pulsa o coração do povo, o povo crente, orante, glorificador e suplicante; o povo peregrino a caminho dos braços do Pai, levado ao colo da Mãe.

Hoje – um hoje salvífico (kairótico) que engloba o dia 12 e 13 de Maio de 2010 – em Fátima, pulsa o coração do «Senhor Papa» Bento XVI, ele que é «sacramento» (sinal eficaz) de Cristo na terra, devoto de Maria, animador do Povo de Deus, perito em humanismo. Veio a Fátima com motivo do 10º aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco, os Pastorinhos de Fátima.

Pretendo registar, neste apontamento, alguns destaques das palavras do «Senhor Papa» em cada uma das suas intervenções em Fátima, «altar do mundo» - e hoje de modo muito especial. Um registo real, mas sempre despretensioso e subjectivo. Por isso mesmo, um registo limitado e parcial. Palavras como preciosas pepitas de ouro. Ou jactos de água fresca, a dessedentar o peregrino. Palavras a confrontar com A Palavra, no acolhimento fecundante do coração. Na íntegra, apenas dois textos: a oração a Nossa Senhora na capelinha das aparições e a consagração dos sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria.

Bento XVI vai sendo conhecido como o «Papa da palavra». Como profeta, além da palavra, Bento XVI fala também pelo gesto. Nesta peregrinação a Fátima, destacarei igualmente alguns gestos que me parecem eloquentes e proféticos.

Dia 12 de Maio. 17h30.  Bento XVI, Peregrino de Fátima entre os cerca de  500 mil peregrinos, ajoelhado na Capelinha das Aparições, rezou à Mãe de Deus e Mãe querida de todos nós: 

«Senhora Nossa
e Mãe de todos os homens e mulheres,
aqui estou como um filho
que vem visitar sua Mãe
e o faz na companhia
de uma multidão de irmãos e irmãs.
Como sucessor de Pedro,
a quem foi confiada a missão
de presidir ao serviço
da caridade na Igreja de Cristo
e de confirmar a todos na fé
e na esperança,
quero apresentar ao vosso
Coração Imaculado
as alegrias e esperanças
e também os problemas e as dores
de cada um destes vossos filhos e filhas,
que se encontram na Cova da Iria
ou nos acompanham de longe.
Mãe amabilíssima,
Vós conheceis cada um pelo seu nome,
com o seu rosto e a sua história,
e a todos quereis com
a benevolência maternal
que brota do próprio coração de Deus Amor.
A todos confio e consagro a Vós,
Maria Santíssima,

Mãe de Deus e nossa Mãe.

[Nós Te cantamos e aclamamos, Maria.]

O Venerável Papa João Paulo II,
que Vos visitou três vezes, aqui em Fátima,
e agradeceu a «mão invisível»
que o libertou da morte
no atentado de treze de Maio,
na Praça de São Pedro, há quase trinta anos,
quis oferecer ao Santuário de Fátima
uma bala que o feriu gravemente
e foi posta na vossa coroa de Rainha da Paz.
É profundamente consolador
saber que estais coroada
não só com a prata
e o oiro das nossas alegrias e esperanças,
mas também com a bala
das nossas preocupações e sofrimentos
Agradeço, Mãe querida,
as orações e os sacrifícios
que os Pastorinhos
de Fátima faziam pelo Papa,
levados pelos sentimentos
que lhes infundistes nas aparições.
Agradeço também todos aqueles que,
em cada dia,
rezam pelo Sucessor de Pedro
e pelas suas intenções
para que o Papa seja forte na fé,

audaz na esperança e zeloso no amor.

[Nós Te cantamos e aclamamos, Maria.]

Mãe querida de todos nós,
entrego aqui no vosso Santuário de Fátima,
a Rosa de Oiro
que trouxe de Roma,
como homenagem de gratidão do Papa
pelas maravilhas que o Omnipotente
tem realizado por Vós
no coração de tantos que peregrinam
a esta vossa casa maternal.
Estou certo que os Pastorinhos de Fátima,
os Beatos Francisco e Jacinta
e a Serva de Deus Lúcia de Jesus

nos acompanham nesta hora de prece e de júbilo.»

[Nós Te cantamos e aclamamos, Maria.]

 

Dia 12 de Maio. 18h00. Na celebração de Vésperas, na igreja da Santíssima Trindade, com a presença de uns 7.000 sacerdotes e diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas e leigos comprometidos:

«Neste caminho de fidelidade, guia-nos e acompanha-nos a Bem-aventurada Virgem Maria. Com Ela e como Ela somos livres para ser santos; livres para ser pobres, castos e obedientes; livres para todos, porque desapegados de tudo; livres de nós mesmos para que em cada um cresça Cristo, o verdadeiro consagrado do Pai  e o Pastor ao qual os sacerdotes emprestam voz e gestos, de Quem são presença; livres para levar à sociedade actual Jesus Cristo morto e ressuscitado, que permanece connosco até ao fim dos séculos e a todos Se dá na Santíssima Eucaristia.»

Nesta celebração de Vésperas houve adoração ao Santíssimo Sacramento. E também surpresas. Não constava do programa oficial. Mas, prestes a concluir o Ano Sacerdotal, Bento XVI proclamou o «Acto de confiança e consagração dos Sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria». Aqui o transcrevemos na íntegra:

«Mãe Imaculada,
neste lugar de graça,
convocados pelo amor do vosso Filho Jesus,
Sumo e Eterno Sacerdote, nós,
filhos no Filho e seus sacerdotes,
consagramo-nos ao vosso Coração materno,

para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai.

Estamos cientes de que, sem Jesus,
nada de bom podemos fazer (cf. Jo 15, 5)
e de que, só por Ele, com Ele e n’Ele,
seremos para o mundo

instrumentos de salvação.

Esposa do Espírito Santo,
alcançai-nos o dom inestimável
da transformação em Cristo.
Com a mesma força do Espírito que,
estendendo sobre Vós a sua sombra,
Vos tornou Mãe do Salvador,
ajudai-nos para que Cristo, vosso Filho,

nasça em nós também.

E assim possa a Igreja
ser renovada por santos sacerdotes,
transfigurados pela graça d'Aquele

que faz novas todas as coisas.

Mãe de Misericórdia,
foi o vosso Filho Jesus que nos chamou
para nos tornarmos como Ele:
luz do mundo e sal da terra

(cf. Mt 5, 13-14).

Ajudai-nos.
com a vossa poderosa intercessão,
a não esmorecer nesta sublime vocação,
nem ceder aos nossos egoísmos,
às lisonjas do mundo

e às sugestões do Maligno.

Preservai-nos com a vossa pureza,
resguardai-nos com a vossa humildade
e envolvei-nos com o vosso amor materno,
que se reflecte em tantas almas
que Vos são consagradas
e se tornaram para nós

verdadeiras mães espirituais.

Mãe da Igreja,
nós, sacerdotes,
queremos ser pastores
que não se apascentam a si mesmos,
mas se oferecem a Deus pelos irmãos,
nisto mesmo encontrando a sua felicidade.
Queremos,
não só por palavras mas com a própria vida,
repetir humildemente, dia após dia,

o nosso « eis-me aqui».

Guiados por Vós,
queremos ser Apóstolos
da Misericórdia Divina,
felizes por celebrar cada dia
o Santo Sacrifício do Altar
e oferecer a quantos no-lo peçam

o sacramento da Reconciliação.

Advogada e Medianeira da graça,
Vós que estais totalmente imersa
na única mediação universal de Cristo,
solicitai a Deus, para nós,
um coração completamente renovado,
que ame a Deus com todas as suas forças

e sirva a humanidade como o fizestes Vós.

Repeti ao Senhor aquela
vossa palavra eficaz:
«não têm vinho » (Jo 2, 3),
para que o Pai e o Filho derramem sobre nós,
como que numa nova efusão,

o Espírito Santo.

Cheio de enlevo e gratidão
pela vossa contínua presença no meio de nós,
em nome de todos os sacerdotes
quero, também eu, exclamar:
«Donde me é dado que venha ter comigo

a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1,43)

Mãe nossa desde sempre,
não Vos canseis de nos visitar,
consolar, amparar.
Vinde em nosso socorro
e livrai-nos de todo o perigo
que grava sobre nós.
Com este acto de entrega e consagração,
queremos acolher-Vos de modo
mais profundo e radical,
para sempre e totalmente,

na nossa vida humana e sacerdotal.

Que a vossa presença faça reflorescer o deserto
das nossas solidões e brilhar o sol
sobre as nossas trevas,
faça voltar a calma depois da tempestade,
para que todo o homem veja a salvação do Senhor,
que tem o nome e o rosto de Jesus,
reflectida nos nossos corações,

para sempre unidos ao vosso!

Assim seja!»

 

Noite de 12 de Maio. A noite que, em Fátima, brilha mais do que o dia. Antes da oração do Rosário, o «homem vestido de branco» anunciou-nos a feliz notícia:

«Todos juntos, com a vela acesa na mão, lembrais um mar de luz à volta desta singela capelinha, amorosamente erguida em honra da Mãe de Deus e nossa Mãe, cujo caminho da terra ao céu foi visto pelos pastorinhos como um rasto de luz.

Não tenhais medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé, fazendo resplandecer aos olhos dos vossos contemporâneos a luz de Cristo.»

Dia 13 de Maio: Celebração da Eucaristia. Na homilia, o «Senhor Papa» deixou-nos muitas interpelações:

«Aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem. Que Ele tem poder para incendiar os corações mais frios e tristes, vemo-lo nos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 32). Por isso a nossa esperança tem fundamento real, apoia-se num acontecimento que se coloca na história e ao mesmo tempo excede-a: é Jesus de Nazaré. E o entusiasmo que a sua sabedoria e poder salvífico suscitavam nas pessoas de então era tal que uma mulher do meio da multidão – como ouvimos no Evangelho – exclama: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Contudo Jesus observou: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11, 27. 28). Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo.»

Quase a concluir a celebração da Eucaristia, e antes da bênção dos doentes com o Santíssimo Sacramento, Bento XVI deixou-nos palavras de ânimo e de esperança:

«Queridos Irmãos e Irmãs doentes,

Com esta esperança no coração, poderás sair das areias movediças da doença e da morte e pôr-te de pé sobre a rocha firme do amor divino. Por outras palavras: poderás superar a sensação de inutilidade do sofrimento que desgasta a pessoa dentro de si mesma e a faz sentir-se um peso para os outros, quando na verdade o sofrimento, vivido com Jesus, serve para a salvação dos irmãos.»

13 de Maio: 17h00. Na Igreja da Santíssima Trindade, Bento XVI encontra-se com uns 7.000 elementos das organizações da Pastoral Social. Confrontando-nos com o bom samaritano da parábola evangélica (Lc 10,29-37), o representante de Cristo, o verdadeiro Bom Samaritano da Humanidade, deixa-nos apelos e exigências:

«Quem aprende de Deus Amor será inevitavelmente pessoa para os outros. Realmente, ‘o amor de Deus revela-se na responsabilidade pelo outro’ Unidos a Cristo na sua consagração ao Pai, somos tomados pela sua compaixão pelas multidões que pedem justiça e solidariedade e, como o bom samaritano da parábola, esforçamo-nos por dar respostas concretas e generosas.

Muitas vezes, porém, não é fácil conseguir uma síntese satisfatória da vida espiritual com a acção apostólica. A pressão exercida pela cultura dominante, que apresenta com insistência um estilo de vida fundado sobre a lei do mais forte, sobre o lucro fácil e fascinante, acaba por influir sobre o nosso modo de pensar, os nossos projectos e as perspectivas do nosso serviço, com o risco de esvaziá-los da motivação da fé e da esperança cristã que os tinha suscitado.»

Casa do Carmo: 18h45: O último encontro do Sucessor de Pedro, em Fátima, foi com os seus irmãos bispos de Portugal. Aos «presidentes e ministros da caridade na Igreja», o bispo de Roma deixou orientações firmes para os «confirmar na fé». Dois destaques:

«Na verdade, os tempos que vivemos exigem um novo vigor missionário dos cristãos chamados a formar um laicado maduro, identificado com a Igreja, solidário com a complexa transformação do mundo. Há necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo: políticos, intelectuais, profissionais da comunicação que professam e promovem uma proposta mono-cultural com menosprezo pela dimensão religiosa e contemplativa da vida.»

A crise que actualmente sofremos não passou ao lado das preocupações de Bento XVI:

«As dificuldades, agora mais sentidas, não vos deixem esmorecer na lógica do dom. Continue bem vivo no país o vosso testemunho de profetas de justiça e da paz, defensores dos direitos inalienáveis da pessoa, juntando a vossa voz à dos mais débeis a quem tendes sabiamente motivado para ter voz própria, sem temer nunca levantar a voz em favor dos oprimidos, humilhados e molestados.»

Já ficou dito: Bento XVI é um artista da palavra. Aqui ficam registadas algumas amostras. Como apelo a voltar, uma e outra vez, aos discursos e homilias com que ele nos brindou na sua peregrinação a Fátima. Importa ler, reflectir e agir em coerência. Pretendo evocar agora alguns gestos que considero proféticos. Nenhum deles é de alarido mediático. Surgem do coração. No silêncio da fecundidade.

- A «nuvem» da pedofilia nas nuvens do voo: Bento XVI não quis que a sua visita apostólica e missionária a Portugal fosse ensejo escorregar no drama da pedofilia – tema tão grato a alguma comunicação social. Em Portugal e no mundo. Assim, o «crime» da pedofilia de alguns membros de uma Igreja santa e pecadora – transformado em injustamente em calúnia arremessada contra o Papa e contra toda a Igreja, foi abordado lucidamente nas «nuvens» do voo da Alitália, num encontro do Papa com os jornalistas.

- O dom do silêncio eloquente: Bento XVI comunica com a palavra. E ensina com o silêncio. A sua primeira intervenção em Fátima, perante uns 500 mil peregrinos, foi um tempo de oração silenciosa. Na celebração de Vésperas, na igreja da Santíssima Trindade, com os sacerdotes e religiosos, após o canto de cada um dos Salmos, saboreámos um novo tempo de silêncio para «ruminar» a palavra orante do Saltério. Tempo de silêncio houve também na adoração ao Santíssimo Sacramento. Mais prolongado foi o silêncio interiorizante após a homilia na Missa do dia 13. Profetas do silêncio acolhedor e fecundo, prexisam-se!

- A arte da palavra: Bento XVI tem alma de artista. O piano é uma das suas paixões. Em Fátima revelou-se um artista da palavra. As homilias são breves (uns dez minutos). A raiz é sempre a Palavra de Deus. Com incidência na vida. É a tensão entre a dimensão bíblica e a dimensão parenética. Há frases densas. Mas numa linguagem simples e acessível. 

- A força da timidez: O cardeal Joseph Ratzinger não é um vedeta, nem artista de televisão. É um teólogo apaixonado por Cristo e sua Igreja. Os seus gestos, o seu sorriso, as suas atitudes revelam até uma certa timidez, a timidez de quem não se quer impor, mas propor. Como o Evangelho.

- Deixai vir a mim as criancinhas: No cortejo para o altar da celebração da Eucaristia, Bento XVI teve a ousadia de romper a rigidez do protocolo e tomar ao seu colo duas criancinhas, gémeas, abençoando-as com o poder da ternura de Deus. As leis – também os rígidos protocolos do Vaticano e da segurança – são para a pessoa. E não a pessoa transformada em vítima de leis e de protocolos. Só o Espírito do Senhor suscita homens e mulheres livres!

-  O liturgo da glória de Deus: Na celebração da Eucaristia, Bento XVI, sem necessidade de muitas palavras, deixou-nos várias lições: a admonição inicial, orientando a assembleia no espírito da celebração eucarística, foi feita por ele. Nem a entregou a um qualquer leitor, nem se limitou a ler o que está no Missal. Quem se limita a ler as palavras do Missal pode matar o espírito da celebração! Também não houve mais introduções e admonições: a Eucaristia celebrada «com arte e com alma», em comunhão com a Trindade Santíssima e com o Povo de Deus é fonte de salvação e grande pedagogia para a compreensão dos mistérios divinos. Felizmente, ao chegar ao momento mais importante da celebração, Bento XVI não se agarrou à Oração Eucarística número dois – a mais breve, a que muitos fiéis leigos e sobretudo leigas sabem de cor. Infelizmente. Que o digam muitos Missais por esse país fora: aquelas páginas da Oração Eucarística II estão gastas, rotas, amarelecidas… de tanto uso.

- O teólogo e o Papa de Rosário na mão: A surpresa foi grande. Joseph Ratzinger, o teólogo e o homem da cultura, aquele que, há 5 anos, o Espírito Santo e os Cardeais nos deram como o 265º Sucessor de Pedro, foi contemplado por uma multidão incontável de peregrinos ajoelhado aos pés da Virgem Maria, na capelinha das Aparições, de Rosário na mão. De joelhos durante a meditação e oração dos cinco «mistérios» gloriosos do Rosário! Com a grandeza dos simples a quem foram revelados os mistérios do Reino do Abbá.

Obrigado, «Senhor Papa» Bento XVI, servo de Deus e de toda a Humanidade amada pelo Pai, remida por Filho, santificada pelo Espírito.

 

Todos os discursos e homilias do Santo Padre Bento XVI durante a sua visita a Portugal em http://www.vatican.va