Igreja Católica

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Resposta num mundo desatento

resposta-num_mundo_desatentoHá cada vez mais pessoas integradas em movimentos de voluntariado missionário, uma dinâmica que tem vindo a crescer no nosso país.

Segundo os últimos dados divulgados pela Fundação Evangelização e Culturas (FEC), plataforma de voluntariado missionário que congrega cerca de 50 organizações católicas, esse crescimento tem sido mais notório nos últimos 10 anos.

360 voluntários partem este ano em missões para sete países africanos, dois sul-americanos e Timor-Leste, com predominância para o mundo lusófono, integrados em acções de cooperação internacional. Este é o segundo maior número de sempre, apenas superado pelos 381 voluntários que partiram em 2009.

Em declarações à ECCLESIA, Ana Patrícia Fonseca, responsável pela Plataforma do Voluntariado Missionário da FEC, considera importante este crescimento, definindo-o como “uma resposta atenta e de solidariedade gratuita, num mundo global mas muitas vezes desatento aos problemas que o rodeiam”.

“Há 22 anos, quando partiram os primeiros, foram 9 voluntários. Desde o ano 2000, temos uma média de 350 voluntários que partem por ano” destaca.

Há muitas razões que estão por trás desta dinâmica missionária emergente. “Ao falar com os voluntários”, diz Ana Patrícia Fonseca, “percebo que para eles é sempre uma experiência enriquecedora, porque têm oportunidade de conhecer uma realidade muito diferente da sua, são colocados num mundo que vai para além daquele que todos os dias vêem, ou que só vêem pela televisão. Podem estar com as pessoas, ouvir as suas histórias e isso muda também as suas vidas”.

“A frase mais ouvida daqueles que chegam de missão”, conta ainda, é a de que “recebi muito mais do que dei”.

O trabalho de voluntariado começa bem antes da partida em missão. “É todo um período anterior, que implica a formação, a angariação de fundos. E depois do regresso, envolve o estabelecer de condições para que outros também possam ir”, explica Ana Fonseca.

A FEC, enquanto plataforma de voluntariado missionário, propõe um programa de formação complementar ao programa que cada voluntário já recebe na organização a que pertence. Um programa de formação que se estende por um ano lectivo, dividido por cinco sessões de um fim-de-semana, cada um com temas diferentes.

“Esta formação tem de ser diversificada”, explica Ana Patrícia Fonseca, já que “as organizações são muito diferentes entre si, pelo que respondem a apelos diferentes e integram voluntários com perfis diferentes”.

O voluntário missionário tenta intervir sobretudo em áreas como a educação, a saúde e o associativismo juvenil, com a formação de líderes locais, respondendo a necessidades específicas das comunidades onde esteja inserido.

A maioria dos voluntários parte por um período curto de tempo, um a dois meses, sobretudo nas férias do Verão. Existem projectos mais longos, que podem durar um ou dois anos, e esses já exigem outro tipo de preparação e de formação.

Os destinos mais comuns são países de expressão portuguesa. No entanto, a obra também se tem estendido a outras nações carenciadas, como a Zâmbia, República Centro Africana e Colômbia.

 

Faça o download do comunicado de imprensa da FEC ou visite o site.