Capuchinhos

Visita Fraterna a Timor

 

 

VISITA FRATERNA A TIMOR-LESTE

7 a 28 de Maio de 2016

 

 

De 7 a 28 de Maio de 2016, o frei Fernando Alberto, Ministro Provincial dos Capuchinhos de Portugal, esteve em Timor-Leste, para a visita aos irmãos nas duas fraternidades de Laleia e Tibar.

Foram dias dedicados sobretudo ao diálogo pessoal e comunitário com os irmãos missionários e com os candidatos, dentro do programa habitual da chamada “visita pastoral”, prescrita pelas Constituições. Tal visita realizou-se de 9 a 11, na fraternidade de Tibar; e de 16 a 18, na fraternidade de Laleia.

Acontecimento muito enriquecedor e importante para o futuro da presença missionária dos Capuchinhos em Timor-Leste, foi também a visita, nestes dias, de dois Conselheiros Gerais: o frei Hugo Mejía Morales, Conselheiro para a Conferência Ibérica dos Capuchinhos (CIC) e o frei Victorius Dwiardy, Conselheiro para a Conferência dos Capuchinhos da Ásia Pacífico (PACC). Num programa breve e intenso, de 20 a 24, visitaram as fraternidades de Tibar e Laleia, dialogaram com os irmãos, inteiraram-se dos desafios desta presença missionária e abriram perspetivas de futuro para a Missão e a implantação da Ordem Capuchinha neste país.

Aproveitando a presença destes dois Conselheiros Gerais, fez-se o convite aos Ministros Provinciais de Pontianak (Indonésia) e da Austrália, Províncias capuchinhas que atualmente colaboram com a de Portugal nesta frente missionária. Mas só o Ministro Provincial dos Capuchinhos da Austrália, frei Gary Devery, conseguiu marcar presença, no dia 21 e 22.

 

Outro momento alto desta visita fraterna a Timor-Leste foi, no dia 24, a inauguração e dedicação da nova capela de Kairui, na paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Laleia.  

 

Tudo decorreu com um programa bem preparado, e muito bem executado, ao mínimo pormenor, no que diz respeito ao protocolo, tão ao gosto do povo timorense, e no que diz respeito à dignidade da celebração litúrgica da dedicação do novo templo, que o pároco, frei Filipe, cuidou esmeradamente, sem descurar nenhum pormenor que pudesse dar sentido, dignidade e solenidade à celebração. Para além dos ritos próprios da dedicação do novo templo, destaque-se que as relíquias dos capuchinhos São Pio de Pietrelcina e São Leopoldo Mandic ficaram entronizadas na parte inferior do altar, juntamente com uma ata explicativa assinada pelo Bispo de Baucau, que presidiu à celebração. Entre muitos convidados, destaque-se a presença do Bispo Dom Michael McKenna, e sua comitiva, da Diocese de Bathurst, Austrália, a quem se deve a parte maior na ajuda à construção desta capela, que contou com a ajuda de muitos outros amigos e benfeitores, em Portugal, Austrália e Timor-Leste.

Apesar da visita estar sobretudo voltada para os aspetos internos desta presença missionária, o Ministro Provincial teve ainda a oportunidade de contactar um pouco com as comunidades cristãs da Paróquia de Laleia e da Zona Pastoral de Tibar; de presidir, no dia 13, às celebrações da festa de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, padroeira dos cristãos de Tibar; de presidir, no dia 14, em Tibar, à celebração na qual teve lugar a profissão temporária de uma noviça das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres; e de fazer, no dia 26, a longa viagem até Maliana, para cumprimentar o Bispo da Diocese e visitar as Irmãs Clarissas sediadas em Tunubibi.

 

O final da visita ficou marcado com um acontecimento que constitui um grande sinal de esperança para o futuro desta presença missionária em Timor-Leste. No dia 27, o Ministro Provincial deslocou-se a Laleia, acompanhado de treze jovens timorenses que nesse dia ali iniciaram a sua caminhada formativa. De facto, a Missão Capuchinha em Timor-Leste precisa ainda de muitas coisas, como a ampliação da casa de formação em Tibar e os recursos económicos que cada vez mais possam garantir a própria autossustentabilidade, preocupações que os Conselheiros Gerais levaram para as instâncias do “governo geral” da Ordem Capuchinha. Mas o que esta Missão mais precisa são “braços” para o trabalho missionário de lançar e fazer crescer a semente do Evangelho nestas terras e nestas gentes. Por isso, a implantação da Ordem e a formação dos futuros capuchinhos timorenses continuam a ser o grande desafio desta Missão e o grande empenho da Província Portuguesa dos Capuchinhos e de todos os que com ela compartilham esta Missão.

 

Frei Fernando Alberto