Capuchinhos

100 anos da mãe Alzira Olímpia

 

Festejar cem anos de vida com uma lucidez e uma boa disposição de fazer inveja, não é muito habitual, mas foi o que aconteceu no dia 17 deste mês de Outubro com a senhora D. Alzira Olímpia Pereira da Costa Guedes da Silva. Já viúva há algum tempo, mãe de cinco filhos (José Luís, médico, Guilherme, intendente da PSP, João, sacerdote da Ordem dos Franciscanos Capuchinhos, Fátima, engenheira e Manuel, engenheiro), a D. Alzira deslocou-se à Igreja da Sagrada Família, paróquia do Calhariz de Benfica, em Lisboa, para participar na celebração de acção de graças pelos seus 100 anos de vida. Associaram-se à efeméride também outros familiares, netos e muitos amigos (entre os quais uma irmã da D. Alzira com a bonita idade de 98 anos).

 

 

Apesar do tempo chuvoso nessa manhã de sábado, dia 17 de Outubro de 2015, não faltou a boa disposição de todos os participantes. Por volta das 10,30 horas, conforme o previsto, chegava à avenida de Barjona de Freitas a festejada, que vinha acompanhada dos seus entes mais queridos, recebendo logo ali as primeiras saudações e votos de parabéns. Na companhia mais próxima da sua filha Fátima, deslocou-se até junto do altar para a celebração da Santa Missa, presidida pelo seu filho, o Pe. Frei João Guedes da Silva.

 

Um pequeno grupo coral, organizado para o efeito, dinamizou a celebração, e aos participantes, a D. Alzira distribuiu um bonito guião da liturgia, graficamente bem elaborado, com destaque para a inserção na capa da reprodução de duas fotos (uma, quando a festejada era menina e, outra, actualizada), e em miniatura, a reprodução do senhor José Salvador (marido da D. Alzira). O cântico inicial reflectia a alma muito religiosa da D. Alzira, que soube educar os seus filhos nos caminhos de Deus: “O Senhor é a minha força; Ele é o nosso Salvador: n’Ele confio e nada temo”.

 

Na liturgia da Palavra, ouvia-se: “que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus” (1Jo,1) e, por isso, “Tu, meu Deus, a quem busco, sede de Ti tenho na alma”, cantava-se no Salmo. E como é reconfortante escutar, na celebração do centenário de vida: “Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus” (Mt 5,16). Um dos momentos mais sentidos desta celebração foi quando o Pe. Frei João Guedes administrou à sua Mãe o Sacramento da Santa Unção. No momento do ofertório, enquanto os dons eram levados ao altar pela D. Alzira (píxide), a tia Nena (cálice) e a Anabela (água e vinho), entoava-se uma enternecedora melodia: “Trazemos este tesouro em vasos de barro, para que se possa ver, vir de Deus esse poder”. Um olhar muito devoto para a Mãe de Deus encerrou a celebração, com a oração da tradicional consagração a Nossa Senhora (tantas vezes rezada na intimidade e no calor do lar) e o canto do “Magnificat”.

 

 

 

 

A Ordem dos Franciscanos Capuchinhos, que foi contemplada com um dos filhos da D. Alzira e José Salvador (na pessoa do padre Frei João Guedes, que foi Ministro Provincial durante dois mandatos e, neste momento, vive na diocese de Setúbal, exercendo o ofício de Pároco da Paróquia de São José Operário da Baixa da Banheira e Guardião do convento), associa-se a esta festa jubilar, entoando diante de Deus um hino de acção de graças.

 

 

A D. Alzira Olímpia, ao longo da sua já longa vida, soube ser filha, esposa, companheira, mãe, avó, bisavó e sogra! Tantos anos vividos e sempre a fazer e a cultivar o bem, de uma forma desinteressada. Hoje, foi dia de se pronunciar um grande obrigado à D. Alzira, por parte dos familiares, amigos e amigas, que sempre dela receberam os melhores e mais sábios conselhos, e um especial louvor pelo dom da Vida ao “Altíssimo, Omnipotente e Bom Senhor”, como cantava São Francisco de Assis.