Capuchinhos

XIX ENCONTRO Antigos Alunos Capuchinhos

XIX ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS CAPUCHINHOS

(Alvito São Pedro, Barcelos, 5 de Setembro de 2015)

 

 

   No dia 5 de Setembro de 2015 realizou-se, mais uma vez, o encontro anual dos Antigos Alunos Capuchinhos. Este XIX encontro teve lugar em Alvito São Pedro, Barcelos, e contou com a presença de 55 antigos antigos alunos, acompanhados de alguns dos seus familiares, juntando à volta de umas 130 pessoas. Dos frades apenas participou o frei Fernando Alberto, Ministro Provincial, e o frei Alfredo Teixeira de Sousa.

Entre as 10 e as 12h00, os participantes foram-se juntando no Colégio Didalvi, do João Alvarenga, que é um dos antigos alunos. Pelas 12h00 foram até à Quinta D’Alvarenga, uma Quinta Pedagógica, também pertencente ao João Alvarenga. Alí, em ambiente franciscano e paradisíaco, à sombra das frondosas árvores, se celebrou a Eucaristia campal, presidida pelo Ministro Provincial, e animada no canto pelo José Melo e outros.

 

 

 

Seguiu-se o almoço, servido na Quinta e pelo pessoal de serviço da mesma. Ao terminar o almoço foram sorteados vinhos que o Manuel Meireles ofereceu, da colheita das suas vinhas em Carrazeda de Ansiães, e um quadro com uma bela pintura feita pela esposa do Arménio Medeiros.

 

 

 

E por ali ficaram até ao fim da tarde, em conversa amena, ou entoando cantigas, ou dando algum passeio para ver os “recantos pedagógicos” da Quinta.

 

 

 

A pedido da Comissão Organizadora, o Ministro Provincial escreveu, para este Encontro, a seguinte mensagem:

«Os Antigos Alunos Capuchinhos celebram neste ano de 2015 o XIX Encontro. É já, na verdade, um longo caminho percorrido, na vontade de reunir todos aqueles que, de algum modo, se sentem parte da grande Família Capuchinha. Apesar da crise de vocações, que se faz sentir sobretudo na Europa, os membros professos na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos são atualmente mais de 10 mil e estão presentes em mais de 100 países. É, de facto, uma grande família. Se conseguíssemos reunir todos os “antigos alunos”, de todas as partes onde os Capuchinhos estão presentes, quantos não seriam!

Estamos ainda a viver o Ano da Vida Consagrada, que encerra só no dia 2 de Fevereiro de 2016. Por sua vez, em Outubro próximo realiza-se o Sínodo sobre “A vocação e a Missão da Família na Igreja e no mundo contemporâneo”. O Papa, na Carta Apostólica às pessoas consagradas, assinalava essa feliz coincidência, dizendo: “Bendigo o Senhor pela feliz coincidência do Ano da Vida Consagrada com o Sínodo sobre a família. Família e vida consagrada são vocações portadoras de riqueza e graça para todos, espaços de humanização na construção de relações vitais, lugares de evangelização. Podem-se ajudar uma à outra”. Nessa mesma Carta, o Papa Francisco afirma também que “à volta de cada família religiosa (…) está presente uma família maior, a «família carismática», englobando (…) os cristãos leigos que se sentem chamados, precisamente na sua condição laical, a participar da mesma realidade carismática”. Por fim, o Papa deixava-lhes este apelo: “Encorajo-vos também a vós, leigos, a viver este Ano da Vida Consagrada como uma graça que pode tornar-vos mais conscientes do dom recebido. Celebrai-o com toda a «família», para crescerdes e responderdes juntos aos apelos do Espírito na sociedade atual.”

Este nosso XIX Encontro é uma das formas de responder positivamente a este convite do papa, juntando alguns dos muitos irmãos menores capuchinhos professos e muitos daqueles que algum dia se sentiram chamados a seguir o mesmo caminho, mas, por diversas razões, acabaram por trilhar outros caminhos e abraçar outra vocação. Contudo, o espírito franciscano capuchinho, o espírito de família, permanece vivo em todos e irradia para todos aqueles com os quais vivemos, nas nossas famílias, fraternidades, comunidades eclesiais e até lugares de trabalho e convívio.

No que toca à realidade portuguesa desta grande Família Capuchinha, que há muito se distingue sobretudo pela opção da Dinamização Bíblica, convido-vos este ano a celebrar com a Província dos Capuchinhos os 60 Anos da Difusora Bíblica e da Revista Bíblica, bem como os 50 Anos da edição da primeira Bíblia da Difusora Bíblica. É ocasião propícia não só para agradecer a Deus toda a obra de dinamização bíblica iniciada pelo frei Inácio de Vegas até aos dias de hoje, mas também de procurar os novos caminhos e assumir os necessários compromissos para que as pessoas de hoje e amanhã possam continuar a ter “a Bíblia na mão e o Deus da Bíblia no coração”.

Como acontecia em Portugal há 60 anos atrás, também hoje os católicos timorenses não têm ainda a possibilidade de ter nas mãos, na sua própria língua, o texto dos livros do Antigo Testamento. Por isso, a Difusora Bíblica e os Capuchinhos, presentes em Timor-Leste desde 2003, quiseram assinalar este 60º aniversário com a publicação do primeiro livro da Bíblia, o livro do Génesis, em português e tétum. Não sendo ainda a tradução oficial dos textos da Sagrada Escritura, esta publicação pretende ser um pequeno contributo para que, num futuro próximo, os timorenses possam ter o texto completo da Bíblia, na sua própria língua, como aconteceu há 50 anos em Portugal, com a primeira edição da Bíblia pela Difusora Bíblica.

Diz o Papa Francisco que “Onde há consagrados há alegria”. Oxalá se possa também dizer “Onde se reunem os Antigos Alunos Capuchinhos há alegria”. Que o nosso Encontro deste ano possa ser uma expressão bem franciscana da Paz, do Bem e da Alegria.»

[Frei Fernando Alberto]