Capuchinhos

Capuchinhos de Cabo Verde em Capítulo

 

CAPUCHINHOS DE CABO VERDE

CELEBRAM XII CAPÍTULO ORDINÁRIO DA CUSTÓDIA

(13 a 17 de Julho de 2015)

 

 

 

Realizou-se, de 13 a 17 de julho de 2015, na cidade de Mindelo, ilha de São Vicente, o XII Capítulo da Custódia dos Capuchinhos de Cabo Verde. O lema escolhido para dinamizar os trabalhos e reflexão dos 32 irmãos capitulares foi: “Ao sabor do Espírito Santo. Onde estamos e para onde vamos?”

 

Como é habitual desde há anos, o Ministro Provincial dos Capuchinhos de Portugal também participou, a convite do Ministro Custódio cessante, frei Bernardino Viriato Lima, que animou os irmãos e orientou a vida da Custódia nos últimos seis anos.

 

Para além da reflexão feita, neste Capítulo elegeu-se o novo Ministro Custódio e seus conselheiros para o triénio de 2015 a 2018. Foi eleito como Ministro o frei António Fidalgo de Barros, que já tinha exercido este serviço há bastantes anos atrás, e que, entre outras atividades, trabalhou durante muitos anos no Jornal Terra Nova e na Rádio Nova, da responsabilidade dos Capuchinhos, que foram e são ainda os principais meios de comunicação social em Cabo Verde. Para o ajudar nesta sua nova missão, foram eleitos os seguintes conselheiros: frei Danilson Ramos de Andrade, frei Samuel Lima Gomes, frei Napoleão Coelho Gomes e frei Ademário João Delgado.

 

 

A atividade pastoral dos Capuchinhos em Cabo Verde desenvolve-se sobretudo em várias Paróquias ao seu encargo, situadas nas ilhas do Fogo, da Brava, de São Nicolau, de Santiago, de São Vicente e de Santo Antão.

No camposocial têm à sua responsabilidade o Centro Sócio-Sanitário S. Francisco de Assis, na Ilha do Fogo. Na área educativa lecionam em Liceus e Institutos Superiores e têm uma rede de vinte e tal Infantários sobretudo para as crianças mais carenciadas, de modo que ao nível pré-escolar fazem uma cobertura do País maior que a do Governo.

No Mindelo, Ilha de São Vicente, são responsáveis por dois dos meios de comunicação social de grande impacte no País: o jornal Terra Nova, único mensal católico, já com 40 anos; e a Rádio Nova, Emissora Cristã com cobertura de todo o território nacional, emitindo 24 horas por dia.

Apesar de todas estas atividades, neste XII Capítulo foram aprovadas propostas na linha de assumir novos desafios, nomeadamente a assistência pastoral de uma grande comunidade católica caboverdiana na Arquidiocese de Boston, Estados Unidos da América, e uma presença missionária na Ilha de São Tomé e Príncipe. Para além dos desafios e empenhos mais “ad intra”, na linha da reestruturação e consolidação das fraternidades locais, da dinamização franciscana da OFS e da JUFRA, da formação inicial e permanente, e da sua própria sustentabilidade.

 

Presidiu a este Capítulo o frei Michele Mottura, Ministro Provincial da Província de Piemonte, Itália, da qual depende a Custódia de  Cabo Verde. Desta mesma Província, participou, de pleno direito, o frei Antonino Tomasoni, na qualidade de Responsável pelo Secretariado das Missões, que dá uma preciosa ajuda na sustentabilidade económica dos vários projetos da Custódia, sobretudo na área social.

Atualmente são 6 os missionários capuchinhos italianos que integram a Custódia de Cabo Verde. Mas a presença de missionários capuchinhos italianos em Cabo Verde remonta ao ano de 1947. Quando o Dom Faustino Moreira chegou à Diocese de que tinha sido nomeado Bispo encontrou apenas três missionários dispersos por estas ilhas e muito limitados pela velhice e pela doença. Por isso, recorreu à Santa Sé para o envio de missionários, apelo que obteve uma resposta pronta da Província de Turim, que enviou logo alguns missionários.

 

 

Hoje, os Capuchinhos naturais de Cabo Verde são bem mais que os que provêm da Itália. Para além dos muitos irmãos já professos perpétuos, são vários os jovens que prosseguem a sua formação inicial em Cabo Verde, Portugal e Itália. É, de facto, uma Custódia promissora em termos numéricos. E, sendo todos frades muito jovens, não o é menos em dinamismo pastoral e evangelizador. Por isso, a Província de Portugal, que até à data, e desde há 30 anos, tem apoiado a formação dos capuchinhos caboverdianos, deixou, na pessoa do Ministro Provincial, o apelo a outras possíveis colaborações, sobretudo agora que se perspetivam caminhos novos em relação à formação inicial dos candidatos, que poderá ser feita fora de Portugal. Em Portugal, essa nova colaboração poderá assumir a forma de simples presença fraterna e colaboração apostólica, ou até de acolhimento de frades caboverdianos em estudos de especialização na Universidade Católica do Porto e Lisboa. Em Timor-Leste, essa nova colaboração poderia concretizar-se no envio de frades caboverdianos para essa presença missionária, da responsabilidade da Província Portuguesa, e que tem por objetivo prioritário a implantação da Ordem naquele país do Sol Nascente. Esta colaboração certamente reforçará ainda mais os laços que ligam Cabo Verde e Portugal, não só como nações histórica e afetivamente ligadas entre si, mas ligadas também na mesma vocação e missão de Irmãos Menores Capuchinhos.

(frei Fernando Alberto)